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Lula perde influência no exterior e enfrenta desgaste interno, aponta The Economist

Lula perde influência no exterior e enfrenta desgaste interno, aponta The Economist

The Economist é um jornal britânico

Por: Redação

01/07/2025 às 06:41

Imagem de Lula perde influência no exterior e enfrenta desgaste interno, aponta The Economist

Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de duras críticas em um artigo publicado pela revista britânica The Economist. A publicação aponta que Lula está cada vez mais isolado no cenário internacional e, ao mesmo tempo, enfrenta crescente rejeição interna, com dificuldades políticas e perda de apoio popular.

Segundo a revista, o Brasil sob a gestão de Lula se distanciou das principais democracias ocidentais. Entre os exemplos citados estão a ausência do presidente em reuniões com líderes de potências como os Estados Unidos, além da aproximação com regimes autoritários como Rússia e China. A publicação ressalta que Lula visitou Xi Jinping e Vladimir Putin, mas não obteve retornos diplomáticos ou econômicos significativos.

O isolamento do Brasil foi acentuado pela atuação do país em fóruns como o Brics, onde o governo brasileiro tem adotado um tom crítico ao Ocidente. A tentativa de Lula de se colocar como mediador em conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia, também foi ignorada pelos envolvidos. A revista destaca que o presidente russo, Vladimir Putin, sequer respondeu às iniciativas brasileiras.

No plano regional, Lula também teria fracassado em liderar a América Latina. O artigo menciona a falta de diálogo com o presidente da Argentina, Javier Milei, e a ausência de atuação em crises como a do Haiti. A publicação considera que o presidente brasileiro falha em assumir o papel de liderança regional que já exerceu em mandatos anteriores.

Internamente, o cenário não é mais favorável. Dados de uma recente pesquisa Genial/Quaest mostram que a reprovação ao governo Lula chegou a 57%, o pior índice desde o início de seu mandato atual. A queda de popularidade é atribuída a fatores como a alta da carga tributária, o aumento do custo de vida e a falta de respostas efetivas a problemas econômicos.

O desgaste político também se reflete na relação com o Congresso. O Legislativo tem derrubado medidas do Executivo, como o aumento do IOF sobre transações financeiras. A revista vê essas derrotas como sinal de perda de influência de Lula entre os parlamentares.

Além disso, a The Economist avalia que o Brasil caminha para uma guinada conservadora. O crescimento da base evangélica, a rejeição a pautas progressistas e o legado dos escândalos de corrupção envolvendo o PT colocam em risco a governabilidade do atual presidente. A publicação observa que a oposição, especialmente ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, continua forte e bem organizada para 2026.

Com um cenário internacional hostil e um ambiente interno de crescente desconfiança, Lula vive um momento crítico de seu terceiro mandato. A imagem de estadista influente e conciliador, que o consagrou no passado, dá lugar a um presidente contestado e com dificuldades para liderar. A avaliação da revista britânica evidencia o desafio político que Lula terá pela frente caso queira reverter o desgaste e recuperar sua autoridade dentro e fora do país.

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