Milei quer argentinos de volta à lista de países isentos de visto para os EUA
Por: Redação
28/07/2025 às 21:34

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
O governo do presidente Javier Milei oficializou nesta segunda-feira, 28, uma declaração de intenções para que a Argentina volte a integrar o Programa de Isenção de Vistos (Visa Waiver Program – VWP) dos Estados Unidos. O ato foi assinado durante visita da secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, à Casa Rosada, em Buenos Aires.
A medida marca o início das tratativas para que cidadãos argentinos possam novamente viajar aos Estados Unidos por até 90 dias, sem a necessidade de visto, como já ocorria entre 1996 e 2002, quando o país fazia parte do programa. A adesão foi suspensa após a crise econômica e institucional enfrentada pela Argentina no início dos anos 2000.
Para ser reincluída, a Argentina precisa atender a uma série de exigências previstas na legislação americana. Entre os critérios, estão manter a taxa de rejeição de pedidos de visto inferior a 3%, garantir a repatriação de cidadãos em situação irregular em até três semanas, compartilhar com os EUA informações sobre terrorismo e crimes graves, emitir passaportes biométricos e aceitar inspeções do Departamento de Segurança Interna norte-americano.
Apesar da assinatura do documento, não há um prazo determinado para que o acordo entre em vigor. Segundo autoridades americanas, o processo pode levar de dois a três anos até ser completamente implementado, já que envolve diversas etapas técnicas e operacionais.
Durante a cerimônia, a secretária Kristi Noem destacou que a Argentina tem atualmente a menor taxa de permanência ilegal entre os latino-americanos nos Estados Unidos. Ela também apontou um aumento expressivo de viagens de argentinos ao país no primeiro quadrimestre deste ano, com crescimento de 25% em comparação com o mesmo período de 2024, o maior entre as vinte nacionalidades que mais visitam os EUA.
A volta ao programa de isenção de vistos reforça a aproximação diplomática entre Milei e os Estados Unidos, sobretudo com setores ligados ao Partido Republicano. O alinhamento ideológico com o presidente Donald Trump tem sido um dos pilares da política externa do governo argentino, que busca fortalecer laços comerciais e políticos com Washington.
Caso a adesão se concretize, a Argentina será o segundo país da América do Sul a integrar o programa, atualmente composto por 41 nações, entre elas o Chile, única nação sul-americana com o benefício em vigor. A inclusão é vista como uma medida estratégica que pode estimular o turismo, os negócios e o intercâmbio acadêmico entre os dois países.
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