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“Não é normal um preso decidir o futuro do país pelo voto”, afirma relator de projeto aprovado na Câmara
“Não é normal um preso decidir o futuro do país pelo voto”, afirma relator de projeto aprovado na Câmara
Por: Redação
25/02/2026 às 15:25

Foto: Divulgação
A decisão da Câmara dos Deputados de aprovar um dos trechos mais controversos do chamado Projeto de Lei Antifacção voltou a gerar debate nesta quarta-feira (25). Em entrevista à CNN Brasil, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator da matéria, criticou a participação de pessoas privadas de liberdade no processo eleitoral.
Segundo Derrite, não é “normal” que alguém que cometeu um crime e está preso possa, por meio do voto, influenciar o destino político do Brasil. A declaração foi dada logo após a votação do texto na noite anterior na Câmara dos Deputados.
“O que fizemos foi uma questão de trazer moralidade e esperança ao povo brasileiro”, disse o parlamentar ao comentar as mudanças aprovadas, que restabeleceram dispositivos retirados pelo Senado. Entre essas alterações está a restrição ao direito de voto de presos envolvidos em organizações criminosas e o corte de benefícios, como o auxílio-reclusão destinado a famílias de líderes de facção.
Caminho até a sanção presidencial
Com a aprovação pela Câmara, o texto segue agora para a sanção — ou veto — do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Derrite afirmou ter “certeza absoluta” de que, caso o presidente opte por vetar qualquer dispositivo da proposta, o Congresso possui maioria para derrubar o veto e manter o teor aprovado pelos deputados.
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