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Netanyahu afirma que Irã não deve ser armado com armas nucleares e alerta sobre ameaça regional
Netanyahu afirma que Irã não deve ser armado com armas nucleares e alerta sobre ameaça regional
Por: Redação
28/02/2026 às 11:29

Foto: Alan Santos / Agência Brasil
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou neste sábado (28) que o Irã “não deve ser armado com armas nucleares”, em um discurso que ressalta a escalada de tensões entre Teerã e seus vizinhos no Oriente Médio. A declaração foi publicada em entrevista ao jornal The Wall Street Journal.
Netanyahu reforçou a posição histórica de seu governo de que um Irã com capacidade nuclear representa uma ameaça existencial não apenas a Israel, mas a toda a região. O premiê afirmou que Tel Aviv continuará a trabalhar, inclusive com apoio internacional, para impedir que o regime iraniano desenvolva ou adquira armamentos nucleares.
As declarações de Netanyahu ocorrem em um momento de crescentes tensões diplomáticas e militares no Oriente Médio, com o Irã no centro de preocupações relacionadas ao seu programa nuclear e à sua influência em estados vizinhos. Teerã tem negado repetidamente que busca armas nucleares, afirmando que seu programa é voltado apenas para fins pacíficos.
Especialistas em segurança afirmam que a preocupação de Israel e de outras potências ocidentais é motivada tanto pela instabilidade regional quanto pelo fato de que um Irã nuclear armado poderia alterar significativamente o equilíbrio estratégico no Oriente Médio, incentivando uma corrida armamentista entre os países da região.
O governo iraniano tem rejeitado as acusações de que pretende desenvolver armas nucleares, afirmando que continuará a cumprir seus compromissos internacionais enquanto convém aos interesses estratégicos do país. Autoridades de Teerã também criticam publicamente as posições de Israel, frequentemente acusando o Estado judeu de tentar justificar ações agressivas com base em ameaças infladas.
A questão nuclear iraniana já foi foco de negociações multilaterais no passado, incluindo o histórico Acordo Nuclear de 2015 (Plano de Ação Conjunto Global), do qual os Estados Unidos se retiraram em 2018, gerando divergências profundas entre os signatários e complicando os esforços de diplomacia internacional para retomar ou renegociar o entendimento.
Netanyahu tem apelado a aliados, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, para que mantenham sanções econômicas rígidas sobre o Irã e evitem qualquer relaxamento que possa facilitar o avanço de pesquisas nucleares com fins militares.
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