O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (24) que as forças norte-americanas conseguiram “dar fim ao reino do ditador Nicolás Maduro”, em referência à recente operação militar que levou à captura do líder venezuelano e de sua esposa, afirmou o mandatário em seu discurso tradicional sobre o Estado da União em sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos.
Segundo Trump, a ação foi “uma vitória colossal” para a segurança dos EUA e abre um “novo começo para o povo da Venezuela”, ainda que o pronunciamento tenha sido permeado por motivos de política interna e afirmações de fortalecimento da influência norte-americana na região.
O líder venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, foram detidos em 3 de janeiro na capital venezuelana por forças especiais americanas e transferidos para Nova York, onde devem ser julgados nos próximos meses sob acusações que incluem narcotráfico, conforme informou Trump no Congresso.
Durante o discurso, Trump também destacou sua colaboração com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez— figura que assumiu o cargo formal com respaldo de Washington — com o objetivo de promover “ganhos econômicos” e “esperança” para o povo venezuelano após anos de crise sob o regime de Maduro.
Para reforçar a narrativa de mudança, o presidente norte-americano trouxe ao plenário do Congresso o ex-deputado venezuelano Enrique Márquez, considerado prisioneiro político do regime deposto, promovendo seu reencontro com a sobrinha como símbolo de libertação após a intervenção.
A fala de Trump sobre Maduro foi um dos pontos centrais de seu discurso no Estado da União, tradicional momento em que o presidente dos EUA apresenta as prioridades e conquistas de sua administração ao Legislativo e ao país.





