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Trump anuncia acordo para compra de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano após queda de Maduro
Trump anuncia acordo para compra de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano após queda de Maduro
Presidente dos EUA diz que petróleo “de alta qualidade” será vendido a preço de mercado e que recursos ficarão sob controle norte-americano; negociação ocorre dias após operação militar em Caracas
Por: Redação
07/01/2026 às 07:32

Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (6) que as autoridades interinas da Venezuela concordaram em vender entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos norte-americanos. Segundo Trump, o produto é considerado “de alta qualidade” e, embora esteja atualmente sob sanções, será comercializado diretamente com os EUA.
O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede Truth Social. Trump não detalhou quando as transações serão realizadas, mas afirmou que o petróleo será vendido a preço de mercado e transportado por navios-tanque diretamente para portos norte-americanos. “Esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, escreveu.
De acordo com o republicano, o plano já foi encaminhado ao secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, que recebeu a determinação de executar imediatamente a operação. Trump, no entanto, não informou quais rotas marítimas serão utilizadas nem quais portos receberão o petróleo venezuelano.
A declaração ocorre três dias após uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Um dia depois da prisão, Trump já havia sinalizado a intenção de abrir as reservas de petróleo da Venezuela para grandes petrolíferas norte-americanas.
Segundo a Reuters, autoridades venezuelanas e norte-americanas vinham discutindo um acordo para exportação de petróleo bruto aos EUA. Atualmente, milhões de barris permanecem parados em navios e tanques devido ao bloqueio imposto por Washington a petroleiros que operam no país sul-americano. O embargo foi anunciado em dezembro como parte da pressão internacional que antecedeu a queda de Maduro.
Um eventual acordo para escoar esse petróleo para refinarias norte-americanas também teria impacto geopolítico, ao redirecionar remessas que antes eram destinadas à China, principal rival estratégico dos Estados Unidos. A expectativa é que o tema avance rapidamente: Chris Wright tem reunião marcada nesta quarta-feira (7), em Miami, com executivos do setor petrolífero, quando devem ser discutidas estratégias para exploração e comercialização do petróleo venezuelano.
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