Trump anuncia retirada dos EUA de dezenas de órgãos da ONU
Casa Branca afirma que 31 instituições ligadas à ONU e outras 35 organizações atuam contra os interesses nacionais americanos e determinou corte imediato de participação e financiamento
Por: Redação
07/01/2026 às 22:49

Foto: Arquivo/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou nesta quarta-feira (7) que o país irá se retirar de 31 instituições vinculadas à Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras 35 organizações internacionais. A decisão foi formalizada por meio de um memorando presidencial divulgado na página oficial da Casa Branca.
Segundo o governo norte-americano, as entidades afetadas “operam contrariamente aos interesses nacionais dos Estados Unidos” e promovem políticas que, na avaliação de Washington, prejudicam a soberania, a economia e a segurança do país. O documento determina que todos os departamentos e agências federais cessem imediatamente a participação e o financiamento dessas organizações. Até a publicação do anúncio, a lista completa das instituições ainda não havia sido divulgada.
“O presidente Trump tem lutado consistentemente para proteger a soberania dos Estados Unidos e garantir que os compromissos internacionais sirvam aos interesses americanos”, afirmou a Casa Branca em comunicado oficial.
A medida amplia uma estratégia já adotada pelo republicano desde seu retorno ao poder. Entre as decisões recentes estão a retirada dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Acordo de Paris sobre o Clima, do Conselho de Direitos Humanos da ONU e a suspensão de repasses à UNRWA, responsável pela assistência a refugiados palestinos.
De acordo com a Casa Branca, o objetivo central das retiradas é reduzir gastos do contribuinte americano e redirecionar recursos para prioridades internas, como infraestrutura, segurança de fronteiras e fortalecimento das Forças Armadas. O governo também afirma que busca proteger empresas e interesses econômicos dos Estados Unidos contra influências externas consideradas prejudiciais.
No memorando, a administração Trump sustenta que muitas das organizações internacionais envolvidas promovem agendas de governança global, políticas climáticas e programas ideológicos vistos como incompatíveis com os valores americanos e ineficientes na aplicação de recursos financeiros.
A decisão mais emblemática foi a retirada formal dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde, anunciada em 20 de janeiro de 2024. O documento assinado por Trump acusa a agência de “má gestão” da pandemia de covid-19, “falha em implementar reformas urgentes” e “incapacidade de demonstrar independência frente à influência política inapropriada de Estados-membros”.
Trump também voltou a criticar o modelo de financiamento da OMS, alegando que a entidade impõe aos EUA contribuições financeiras desproporcionais em relação às de outros países. O republicano já havia determinado a saída da organização em 2020, durante seu primeiro mandato, mas a medida foi revertida com a posse do democrata Joe Biden em 2021.
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