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Venezuela inicia libertação de cidadãos norte-americanos e sinaliza recuo diplomático, dizem EUA

Venezuela inicia libertação de cidadãos norte-americanos e sinaliza recuo diplomático, dizem EUA

Governo interino de Caracas começa a soltar presos políticos estrangeiros; Washington classifica gesto como “passo na direção certa”, mas cobra transparência

Por: Redação

14/01/2026 às 09:57

Imagem de Venezuela inicia libertação de cidadãos norte-americanos e sinaliza recuo diplomático, dizem EUA

Foto: Alex Brandon/AP

A Venezuela deu início à libertação de cidadãos norte-americanos detidos no país, segundo confirmação do governo dos Estados Unidos nesta terça-feira (13). A informação foi endossada pelo secretário de Estado Marco Rubio, que acompanha de perto as negociações diplomáticas com o governo interino venezuelano.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a medida foi adotada pelo governo liderado por Delcy Rodríguez, que assumiu após a queda do regime de Nicolás Maduro. A libertação teve início na última quinta-feira (8) e inclui presos políticos e estrangeiros, em um movimento visto por Washington como um sinal inicial de distensão.

Um representante do Departamento de Estado, ouvido sob anonimato, afirmou que os EUA “saúdam a libertação de norte-americanos detidos na Venezuela” e classificou a ação como “um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”. O governo americano, no entanto, evitou divulgar números oficiais.

Fontes diplomáticas indicam que ao menos cinco cidadãos dos EUA já foram libertados, sendo quatro nesta terça-feira (13) e um na segunda-feira (12). Em julho de 2025, a Venezuela já havia autorizado a saída de dez norte-americanos em troca da repatriação de dezenas de migrantes deportados pelos Estados Unidos para El Salvador.

O presidente Donald Trump celebrou publicamente o início das liberações e, como gesto político, anunciou a suspensão do que chamou de “segunda onda de ataques” contra a Venezuela. A decisão foi interpretada como parte de uma estratégia de pressão calibrada, combinando sanções e incentivos diplomáticos.

Apesar do anúncio, organizações independentes seguem cautelosas. A ONG Foro Penal informou, na noite de terça-feira, que 56 presos políticos foram libertados, enquanto o governo venezuelano afirma que o número chega a 400, sem apresentar listas ou detalhes que comprovem os dados.

O aumento no número de detenções ocorreu após os protestos que contestaram as eleições venezuelanas de 2024, marcadas por denúncias de fraude e repressão. Na ocasião, o regime então liderado por Maduro declarou vitória, em meio a críticas internacionais e questionamentos sobre a legitimidade do pleito.

Embora a libertação de estrangeiros represente um avanço pontual, diplomatas e entidades de direitos humanos avaliam que o gesto ainda é insuficiente para caracterizar uma mudança estrutural no tratamento dado a presos políticos no país.

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