Início
/
Notícias
/
Mundo
/
Venezuela libera presos políticos após mais de duas décadas e anuncia novas solturas
Venezuela libera presos políticos após mais de duas décadas e anuncia novas solturas
Regime interino promete libertar cerca de 300 detidos políticos, enquanto ONG aponta divergências sobre alcance da anistia
Por: Redação
20/05/2026 às 10:07

Foto: Reprodução
A Venezuela libertou três presos políticos detidos há mais de 20 anos, em uma medida inserida no programa de anistia promovido pelo governo interino liderado por Delcy Rodríguez. A decisão ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre o país após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, em janeiro.
Segundo o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, aproximadamente 300 pessoas presas por razões políticas devem ser libertadas ao longo desta semana. As liberações, segundo o governo, ocorrerão de maneira gradual.
Entre os beneficiados nesta terça-feira (19) estão os ex-policiais metropolitanos Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, presos desde abril de 2003 por envolvimento nos episódios relacionados à tentativa de golpe de Estado de 2002 contra o então presidente Hugo Chávez. Eles haviam sido condenados a 30 anos de prisão sob acusação de participação em disparos contra manifestantes.
A libertação foi confirmada pela ONG Foro Penal, que acompanha denúncias envolvendo presos políticos no país. Em manifestação pública, a entidade afirmou que os três ex-policiais foram “injustamente privados de liberdade” desde 2003 e sustentou que eles “nunca deveriam ter estado atrás das grades”.
Os três detidos já haviam solicitado anistia anteriormente, mas tiveram os pedidos negados em março deste ano.
Apesar do anúncio de novas liberações, persistem divergências sobre os números reais da anistia. O Foro Penal afirma que cerca de 800 pessoas deixaram prisões venezuelanas desde janeiro, sendo 186 diretamente contempladas pela nova legislação. Já o governo interino sustenta que mais de 8 mil pessoas foram beneficiadas, embora apenas 314 tenham efetivamente deixado unidades prisionais, enquanto os demais já cumpriam medidas alternativas e receberam liberdade plena.
A ONG afirma ainda que aproximadamente 454 presos políticos continuam detidos na Venezuela e questiona a transparência do processo de libertação, além do alcance efetivo das medidas anunciadas pelo governo.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




