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Advogado de dono do Camarote 305 é preso durante operação contra esquema de rifas online
Advogado de dono do Camarote 305 é preso durante operação contra esquema de rifas online
Ação da Polícia Civil interditou espaço no circuito Barra-Ondina e apreendeu bens de alto valor, incluindo avião e veículos de luxo
Por: Redação
16/02/2026 às 12:18

Foto: Reprodução
A Polícia Civil da Bahia prendeu em flagrante um dos advogados do empresário Diogo Santos de Almeida, conhecido como “Diogo 305”, durante o cumprimento de mandados da Operação Falsas Promessas 3, responsável pela interdição do Camarote 305 na véspera da abertura do Carnaval de Salvador.
Segundo as investigações, o advogado foi detido por tentativa de obstrução após tentar acessar remotamente um celular apreendido durante a operação. Tanto ele quanto o proprietário do camarote, preso na quarta-feira (11), tiveram as prisões convertidas em preventivas.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o Camarote 305 seria um dos meios utilizados por um grupo suspeito de lavar dinheiro proveniente da exploração ilegal de rifas online.
As apurações são conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). Segundo o delegado Fábio Lordello, responsável pelo setor, o espaço estava formalmente registrado em nome do advogado do investigado e integraria um conjunto de empresas de fachada usadas para movimentar recursos ilícitos.
Desde o sábado (14), o camarote passou a ser utilizado pela polícia como ponto estratégico de observação da folia no circuito Dodô (Barra/Ondina).
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na última quarta-feira, com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer), a polícia apreendeu:
cerca de R$ 130 mil em espécie;
dez veículos, incluindo uma Lamborghini avaliada em aproximadamente R$ 2,5 milhões;
duas Toyota SW4 blindadas com estrobos e sirenes;
duas bicicletas elétricas;
uma pistola calibre 9 mm;
aproximadamente mil munições de calibres 5.56 e 9 mm;
cinco carregadores de fuzil;
uma scooter subaquática;
cinco caixas de som tipo boombox;
15 caixas de uísque 21 anos;
quatro caixas de iPhones 17;
cinco caixas lacradas de PlayStation;
um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões, apreendido em um hangar.
Além disso, foram cumpridos mandados contra outros 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, Camaçari, Salvador, São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 125 milhões ligados aos integrantes do grupo.
Segundo as autoridades, a investigação teve início após a identificação de movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada, incluindo a aquisição de um avião. Reportagem exibida pelo programa Fantástico teria contribuído para ampliar a atenção sobre o caso.
Nas redes sociais, Diogo divulgava rifas com valores baixos de participação e prêmios que chegavam a R$ 200 mil. Para a polícia, o modelo — de baixo custo e alto volume de participantes — poderia dificultar o rastreamento dos recursos e indicar a atuação de organização criminosa.
A Polícia Civil também apura possível ligação dos valores com o tráfico de drogas e investiga se os prêmios anunciados nas rifas eram efetivamente entregues aos vencedores ou se havia irregularidades no esquema.
As investigações seguem em andamento.
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