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Aumento de roubos de canetas emagrecedoras acende alerta em Salvador

Aumento de roubos de canetas emagrecedoras acende alerta em Salvador

Farmácias de bairros estratégicos enfrentam violência crescente, destacando desafios de segurança sob a gestão estadual atual

Por: Redação

26/09/2025 às 09:49

Canetas apreendidas após roubo de farmácia em Itapuã no dia 12 de setembro

Foto: Divulgação

Em junho deste ano, o empresário Flávio B. passou por um susto: enquanto estava em casa, recebeu a notícia de que sua farmácia, em Brotas, havia sido assaltada. O alvo dos criminosos eram os medicamentos agonistas GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. O roubo de oito unidades causou prejuízo estimado em R$ 11 mil.

“Dois rapazes pararam uma moto. Um ficou na porta e o outro entrou já perguntando da geladeira das canetas, dizendo que sabia que tinha e que era melhor dar logo. Eu vi nas câmeras depois que o que entrou estava com uma arma na cintura”, relatou Flávio, que prefere não divulgar o sobrenome por segurança.

O caso de Flávio reflete um padrão mais amplo de violência na cidade. Entre fevereiro e maio, um único grupo cometeu mais de 20 roubos de canetas emagrecedoras em farmácias de bairros como Pituba, Itapuã, Costa Azul, Armação e Horto Florestal, causando prejuízos que somam cerca de R$ 2 milhões, segundo a Polícia Civil. De maio a setembro, pelo menos outras sete ocorrências do tipo foram noticiadas.

Gibran Sousa, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado da Bahia (Sindifarma), destaca que o aumento dos roubos levou donos de drogarias a adotar medidas para proteger funcionários e clientes. “Algumas redes contratam segurança, outras fecham mais cedo. É um absurdo, porque mostra que você está refém do crime”, afirmou.

Segundo Sousa, a Pituba concentra o maior número de ocorrências, principalmente em farmácias independentes ou associativistas, que não mantêm estoques elevados por receio de ataques. A maior parte dos roubos é à mão armada, com criminosos acessando áreas restritas das drogarias, como geladeiras, onde os medicamentos são armazenados.

Além da questão criminal, a retenção obrigatória das receitas médicas para esses medicamentos, implementada desde 23 de junho, visa reduzir automedicação e roubos, segundo a endocrinologista Sandra Lopes. Ela explica que os medicamentos são seguros quando usados sob supervisão médica, mas podem causar efeitos adversos em uso descontrolado.

O cenário evidencia um aumento da insegurança em Salvador, refletindo desafios de gestão pública na área de segurança que impactam diretamente o dia a dia de empresários e consumidores.

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