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Enfermeiros denunciam atrasos salariais em hospitais da Bahia

Enfermeiros denunciam atrasos salariais em hospitais da Bahia

Profissionais denunciam pagamentos fora do prazo há anos e cobram solução da Fundação e do governo estadual

Por: Redação

27/03/2026 às 09:31

Imagem de Enfermeiros denunciam atrasos salariais em hospitais da Bahia

Foto: Divulgação

Profissionais de saúde vinculados à Fundação José Silveira (FJS) denunciaram novos atrasos salariais no Hospital Geral de Camaçari (HGC), evidenciando uma crise que, segundo a categoria, se arrasta há anos na rede pública de saúde da Bahia.

De acordo com relatos de trabalhadores, os salários que deveriam ser pagos até o quinto dia útil foram quitados apenas entre os dias 23 e 24 de março. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) afirma que a situação não é pontual, mas parte de um histórico de irregularidades que já dura cerca de oito anos.

A presidente do sindicato, Alessandra Gadelha, informou que a entidade já move ações trabalhistas contra a Fundação e prepara novas medidas judiciais. “Essa situação é recorrente há quase oito anos. Já temos uma grande ação em fase de execução e estamos ajuizando outra, pois o problema não é resolvido através do diálogo”, afirmou.

Segundo o SEEB, aproximadamente 2,3 mil enfermeiros são diretamente afetados, mas o número total de trabalhadores prejudicados pode ser ainda maior. A lista de unidades com registros de atrasos inclui hospitais de grande porte, como o Hospital Geral do Estado, Hospital Roberto Santos e o Hospital Regional de Vitória da Conquista, entre outros.

Além dos salários, o sindicato denuncia irregularidades no pagamento de férias e 13º salário, além de falhas no recolhimento do FGTS e problemas com benefícios como transporte e alimentação.

A Fundação José Silveira mantém contratos de gestão com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para administrar unidades da rede pública. Segundo o sindicato, o órgão estadual já foi notificado formalmente sobre os atrasos, mas a situação persiste.

“Nas mesas de negociação, a empresa sempre se compromete a resolver no mês seguinte, alegando problemas pontuais, mas os atrasos de 10 a 20 dias tornaram-se o padrão”, disse a presidente do SEEB.

No caso mais recente, o atraso chegou a quase 20 dias após o prazo legal, impactando diretamente o orçamento dos trabalhadores. “Os trabalhadores possuem seus compromissos, e quando foge do quinto dia útil acaba sendo um grande prejuízo. Dívida não espera ninguém”, alertou.

Procuradas, a Fundação José Silveira e a Secretaria de Saúde do Estado não se manifestaram até o momento, ampliando a cobrança por transparência e solução para um problema que afeta diretamente o funcionamento do sistema público de saúde.

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