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Bahia tem pior salário do Brasil após quase duas décadas de gestão petista

Bahia tem pior salário do Brasil após quase duas décadas de gestão petista

Estado registra salário médio de R$ 2.284 e informalidade recorde, segundo o IBGE

Por: Redação

23/02/2026 às 22:15

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Bahia tem hoje o segundo menor rendimento médio do país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O trabalhador baiano recebe, em média, R$ 2.284 por mês — ficando à frente apenas do Maranhão (R$ 2.228).

O IBGE também aponta que a informalidade voltou a crescer e atingiu nível recorde no estado. Entre 2024 e 2025, oito em cada dez pessoas que começaram a trabalhar entraram no mercado sem carteira assinada ou CNPJ.

A supervisora do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros, atribui o rendimento baixo à predominância de empregos informais, que pagam menos e exigem menor qualificação. Apenas 18% dos trabalhadores baianos têm ensino superior completo — um gargalo histórico na formação profissional do estado.

 

Efeito estrutural na economia

Para o economista Edval Landulfo, presidente do Corecon-BA, a baixa renda compromete o poder de compra e limita o crescimento econômico. Com salários menores, o consumo diminui, a atividade econômica enfraquece e aumenta a dependência de programas sociais.

A desigualdade também permanece acentuada, com impacto mais severo sobre mulheres negras, que recebem salários ainda inferiores à média estadual.

 

Mercado cresce, mas renda não acompanha

O número de trabalhadores cresceu em sete das dez atividades econômicas entre 2024 e 2025, puxado por informação e comunicação (+89 mil) e administração pública (+85 mil). O maior crescimento percentual foi em “outros serviços”, com alta de 21,8%.

Mesmo assim, os ganhos não se traduziram em melhoria consistente de renda. O perfil predominante do trabalhador baiano é homem (60%), entre 40 e 59 anos (40%), pardo (54%) e com ensino médio completo.

 

Salvador melhora desemprego, mas renda segue baixa

Em Salvador, a taxa de desocupação caiu para 8,9%, a menor da série histórica. O rendimento médio na capital chegou a R$ 3.133 — 10,7% acima do ano anterior — mas ainda é o segundo menor entre as capitais.

Na Região Metropolitana de Salvador, o desemprego ficou em 10,1%, o mais alto entre as 21 regiões metropolitanas pesquisadas. O rendimento médio foi de R$ 2.945, também o segundo menor do país.

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