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Bahia em Guerra: A Verdade Sobre o Avanço das Facções e o Colapso da Segurança Pública

Bahia em Guerra: A Verdade Sobre o Avanço das Facções e o Colapso da Segurança Pública

Facções criminosas tomaram o controle de bairros, expandiram seu poder para o interior e agora ditam regras onde o Estado já não alcança.

Por: Redação

22/06/2025 às 12:23

Facções na Bahia controlam regiões e já impõem suas regras brutais

A Bahia, terra de cultura vibrante e povo acolhedor, está sendo destruída por um inimigo interno: o crime organizado. Facções criminosas tomaram o controle de bairros, expandiram seu poder para o interior e agora ditam regras onde o Estado já não alcança. A população vive sob medo constante e, em muitos casos, completamente abandonada. Ao longo dos últimos 17 anos, sob a gestão do PT, a violência se multiplicou, o sistema prisional colapsou e o governo perdeu o controle do território.

De paraíso cultural a estado sitiado

No ano 2000, a Bahia registrava pouco mais de 1.200 homicídios, com uma taxa de 9,6 por 100 mil habitantes. Era um estado relativamente seguro. Em 2023, o número passou de 6 mil assassinatos, e a taxa de homicídios atingiu 46,5 por 100 mil – a segunda maior do país, atrás apenas do Amapá. Salvador, sozinha, teve 1.639 homicídios no último ano e entrou para a lista das 50 cidades mais violentas do mundo.

Entre 2000 e 2010, a capital baiana viu os homicídios crescerem mais de 400%. E só nos três primeiros meses de 2025, o estado já contabilizou 1.018 homicídios dolosos, liderando o ranking nacional de assassinatos.

Facções dominam presídios, bairros e comunidades inteiras

O avanço das facções criminosas é um fenômeno que ganhou força a partir dos anos 2000, impulsionado pela fragilidade do sistema penitenciário e pela ausência de políticas eficazes de combate ao tráfico. Organizações como o Caveira e o Comando da Paz pavimentaram o caminho para o surgimento do Bonde do Maluco (BDM), fundado em 2015 por detentos da capital.

Em menos de dois anos, o BDM já controlava 10 bairros de Salvador, com ramificações em cidades do interior e estimativa de até 15 mil integrantes. Hoje, 14 facções atuam dentro dos presídios da Bahia, transformando-os em centros de comando e recrutamento.

Comércio fechado, comerciantes executados

Além da guerra entre facções rivais, a violência agora atinge diretamente trabalhadores e pequenos empresários. Vários casos de comerciantes assassinados por não pagar “pedágio” às facções ou por se recusarem a seguir as regras impostas pelos criminosos se tornaram frequentes.

Alguns exemplos recentes:

  • Camaçari (2024): comerciante executado após se recusar a fechar a loja durante confronto entre facções rivais.
  • Itapuã (Salvador, 2023): dona de mercearia morta com 7 tiros por não colaborar com bandidos que cobravam “taxa de proteção”.
  • Feira de Santana (2022): comerciante evangélico assassinado por não permitir que traficantes usassem seu bar como ponto de distribuição.

Esses casos representam apenas uma fração de uma realidade aterradora. Em bairros como Valéria, Nordeste de Amaralina, Brotas e Águas Claras, os moradores já não denunciam mais, por medo de represálias.

Policiais mortos em serviço: o sacrifício ignorado

Enquanto o governo promete “planos de paz”, a polícia baiana enfrenta diariamente o fogo cruzado das facções, com poucas condições e alto risco de morte. Nos últimos quatro anos, dezenas de policiais militares foram mortos em serviço, muitos em emboscadas ou confrontos com criminosos fortemente armados.

Casos emblemáticos:

  • Feira de Santana (2024): soldado da PM executado com fuzil durante operação em bairro dominado pelo BDM.
  • Itabuna (2023): sargento morto por tiro na cabeça durante incursão em área controlada por facção.
  • Barreiras (2022): equipe da Cipe foi alvo de armadilha com explosivos; dois agentes morreram.
  • Salvador (2025): policial civil assassinado após ser identificado por criminosos enquanto fazia diligência disfarçada.

A morte de agentes de segurança é muitas vezes tratada com frieza institucional, enquanto as organizações criminosas seguem crescendo impunemente.

O fracasso dos governos petistas

Desde 2007, a Bahia é governada pelo PT: Jaques Wagner (2007–2015), Rui Costa (2015–2023) e Jerônimo Rodrigues (2023–presente). Nesse período, o estado deixou de ser referência em turismo e cultura para se tornar um exemplo de insegurança e abandono.

As promessas de combate ao crime nunca se concretizaram. O atual governador lançou em 2025 o programa “Bahia Pela Paz”, uma tentativa de reverter o caos. O plano, no entanto, tem sido criticado por ser genérico, tardio e desconectado da realidade das ruas.

Enquanto isso, bairros inteiros continuam sob o controle de facções, comerciantes seguem sendo executados, e policiais seguem sendo enterrados em silêncio.

Dados de impacto

Ano

Homicídios na Bahia

Observações

2000

1.223

Estado com baixa taxa nacional

2010

~5.200

Explosão da violência urbana

2023

6.105

2ª maior taxa do Brasil

2025 (1º trimestre)

1.018

Liderança a nacional de mortes

A Bahia não está apenas enfrentando uma crise de segurança: ela está perdendo a guerra contra o crime. As facções impõem o medo, o povo paga com a vida, e os governos petistas acumulam uma década e meia de promessas não cumpridas e políticas fracassadas. É urgente uma reação firme, corajosa e verdadeira – ou restará ao povo baiano viver sob o domínio das armas e do silêncio.

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