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Facção é acusada de impor preço de queijinho no Porto da Barra

Facção é acusada de impor preço de queijinho no Porto da Barra

Relato aponta que vendedores teriam sido proibidos de reduzir valores e poderiam perder o direito de trabalhar na praia caso descumprissem a tabela

Por: Redação

24/08/2026 às 11:19

Imagem de Facção é acusada de impor preço de queijinho no Porto da Barra

Foto: Paula Fróes

Um relato feito por uma frequentadora do Porto da Barra, em Salvador, aponta que o Comando Vermelho (CV) teria estabelecido uma tabela de preços para vendedores de queijo coalho na praia e proibido a concessão de descontos.

A denúncia descreve uma situação em que uma ambulante teria vendido três unidades por R$ 20, mas pediu que o valor não fosse divulgado. O episódio teria ocorrido depois que outro vendedor levou uma disputa relacionada aos preços para a chamada “boca”, onde a facção teria determinado os valores que deveriam ser praticados.

A orientação, segundo o relato, seria seguida por todos os vendedores que atuam no local. Quem comercializasse o produto abaixo do preço estabelecido poderia ser impedido de continuar trabalhando na área.

 

Vendedora teria sido orientada a manter segredo

A ambulante que relatou o caso também teria pedido que o valor pago não fosse informado a outros vendedores. A situação chama atenção porque envolve uma atividade comercial informal em um dos principais pontos turísticos de Salvador.

O relato aponta para uma possível interferência de uma organização criminosa na atividade econômica de trabalhadores que atuam na faixa de areia do Porto da Barra, incluindo a definição de preços e a ameaça de retirada daqueles que descumprissem as regras.

A informação consta em uma coluna publicada pelo Correio nesta segunda-feira (24). O material apresentado não informa se houve confirmação oficial da Polícia Civil ou de outro órgão de segurança sobre a existência da suposta tabela de preços.

 

Caso reforça preocupação com avanço do crime organizado

A denúncia surge em meio a investigações sobre a expansão da atuação do Comando Vermelho em diferentes áreas de Salvador. O controle de atividades econômicas e do território é apontado como uma das formas pelas quais grupos criminosos podem ampliar sua influência sobre determinadas regiões.

No caso do Porto da Barra, porém, o conteúdo disponível se baseia no relato de uma frequentadora e não apresenta comprovação independente de que a facção tenha efetivamente estabelecido a tabela mencionada.

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