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Isenção para carros da BYD chega ao fim e montadoras pressionam governo Lula por encerramento do benefício

Isenção para carros da BYD chega ao fim e montadoras pressionam governo Lula por encerramento do benefício

Incentivo fiscal para veículos desmontados expira em 31 de janeiro e indústria alerta para risco de desindustrialização e perda de até 69 mil empregos

Por: Redação

20/01/2026 às 10:28

Imagem de Isenção para carros da BYD chega ao fim e montadoras pressionam governo Lula por encerramento do benefício

Foto: Divulgação

O prazo da isenção do imposto de importação para veículos eletrificados desmontados nos modelos CKD e SKD — formato atualmente utilizado pela BYD em sua fábrica de Camaçari (BA) — se encerra no próximo 31 de janeiro. O fim do benefício atinge diretamente a montadora chinesa, que ainda não opera com produção plenamente nacionalizada no Brasil.

A isenção foi concedida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2025 e autorizou uma cota adicional de US$ 463 milhões, com alíquota zero, por um período de seis meses. A medida acirrou a disputa entre a BYD e fabricantes tradicionais já instaladas no país, como Volkswagen, General Motors, Stellantis e Toyota.

Com a proximidade do fim do prazo, a Anfavea intensificou a pressão para que o incentivo não seja renovado. Em nota oficial, a entidade afirma que a continuidade da isenção pode resultar na eliminação de até 69 mil empregos diretos no setor automotivo, além de comprometer cerca de 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia produtiva.

Segundo a associação, a adoção prolongada dos modelos CKD e SKD abre espaço para uma redução artificial da produção local, favorecendo o que classifica como “importação disfarçada de fabricação nacional”. O impacto, segundo o alerta, atingiria fornecedores, centros de engenharia, universidades e a arrecadação de impostos, com prejuízos bilionários para a economia brasileira.

A tensão entre a montadora chinesa e a indústria instalada no país ganhou força no primeiro semestre de 2025, quando a BYD solicitou ao governo a prorrogação da isenção até junho de 2028, alegando necessidade de mais tempo para estruturar sua operação no Brasil. O pedido foi prontamente rechaçado pelas montadoras tradicionais, que enxergaram na proposta um desequilíbrio competitivo.

À época, Volkswagen, Toyota, Stellantis e General Motors enviaram uma carta ao presidente Lula defendendo o fim do benefício e alertando que a política poderia estimular a perda de empregos e o enfraquecimento da indústria nacional, sem contrapartidas reais em inovação ou desenvolvimento tecnológico.

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