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MPF apoia criação de CPI para investigar invasões do MST na Bahia

MPF apoia criação de CPI para investigar invasões do MST na Bahia

Parecer considera que requerimento atende ao critério constitucional de “fato determinado” e pode obrigar Assembleia a instalar comissão

Por: Redação

22/02/2026 às 19:48

Imagem de MPF apoia criação de CPI para investigar invasões do MST na Bahia

O Ministério Público Federal manifestou-se favoravelmente à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar invasões atribuídas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Bahia. O parecer foi apresentado no âmbito de recurso movido pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA).

O caso tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob relatoria do ministro Afrânio Vilela. O parlamentar recorreu após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negar mandado de segurança que buscava obrigar a Assembleia Legislativa da Bahia a instalar a CPI.

 

“Fato determinado” estaria configurado

No parecer, o subprocurador-geral da República Odim Brandão Ferreira sustentou que o requerimento atende ao requisito constitucional de “fato determinado”, exigido para a criação de comissões parlamentares de inquérito.

“Afinal, qual o verdadeiro propósito do MST? Quem são os financiadores deste Movimento? Qual a realidade atual de todas as propriedades invadidas? A investigação da CPI deve ater-se a fato materialmente delimitado, com referência a dados concretos”, afirmou o subprocurador.

Segundo o MPF, o pedido delimita episódios específicos ocorridos em fevereiro e março de 2023, envolvendo os municípios de Jaguaquara, Teixeira de Freitas, Mucuri, Santa Luzia e Macajuba. Para o órgão, há recorte temporal e espacial suficiente para justificar a investigação parlamentar.

 

Decisão anterior da Justiça

Em abril do ano passado, o TJ-BA decidiu, por dez votos a nove, negar o mandado de segurança apresentado por Leandro de Jesus. À época, o então presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes (PSD), havia indeferido o requerimento de instalação da CPI.

O tribunal entendeu que o pedido não atendia plenamente ao requisito do “fato determinado”, por ausência de delimitação temporal clara, o que poderia comprometer garantias como o contraditório e a ampla defesa.

Com o novo parecer do MPF, caberá agora ao STJ decidir se determina a instalação da comissão na Assembleia baiana.

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