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Prisco critica plano de segurança de Jerônimo: “Deveria ter vergonha de apresentar apenas dois parágrafos”

Prisco critica plano de segurança de Jerônimo: “Deveria ter vergonha de apresentar apenas dois parágrafos”

Por: Redação

05/08/2026 às 08:11

Imagem de Prisco critica plano de segurança de Jerônimo: “Deveria ter vergonha de apresentar apenas dois parágrafos”

Foto: Divulgação

O candidato a deputado estadual Soldado Prisco (PL) criticou o espaço dedicado à segurança pública no programa de governo apresentado pelo governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT). Divulgado nesta segunda-feira (3), o documento possui 16 páginas e 13 eixos temáticos, mas reserva apenas dois parágrafos para tratar da área.

Para Prisco, que possui trajetória ligada à defesa dos profissionais da segurança pública, a dimensão do capítulo demonstra falta de prioridade diante da crise enfrentada pela Bahia.

“O governador deveria ter vergonha de falar em plano de segurança pública apresentando apenas dois parágrafos. Isso mostra o tamanho da importância que o governo do PT dá à vida dos baianos e às condições de trabalho dos policiais”, declarou.

No programa, a candidatura petista estabelece a redução das Mortes Violentas Intencionais como principal indicador para avaliar a política de segurança e sustenta que “a Bahia avançou”. O texto também apresenta ações realizadas pela atual administração estadual. 

Prisco contestou essa avaliação e afirmou que a segurança pública precisa ser conduzida com firmeza, planejamento e valorização das forças policiais.

“Segurança pública não se faz como o PT defende, passando a mão na cabeça de bandido enquanto abandona quem coloca a própria vida em risco para defender a população. É preciso fortalecer a Polícia Militar, garantir efetivo, equipamentos, estrutura, remuneração digna e respaldo para o policial trabalhar”, afirmou.

A apresentação do programa ocorreu poucos dias depois da divulgação de dados de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia. O levantamento apontou uma defasagem de 15.332 policiais militares e 5.747 policiais civis, além de recomendar que o governo amplie o efetivo das corporações.

Segundo Prisco, a falta de profissionais aumenta a sobrecarga da tropa, compromete o policiamento e expõe tanto os agentes quanto a população a riscos maiores.

“Enquanto o policial trabalha sobrecarregado e a população vive com medo, o governo apresenta duas páginas? Não. Apresenta dois parágrafos. Isso não é um plano à altura da gravidade do problema. A Bahia precisa de uma política séria, construída com quem conhece as ruas e respeita os profissionais da segurança”, acrescentou.

O candidato também defendeu a realização de concursos públicos, a recomposição contínua dos efetivos e investimentos em inteligência, equipamentos, viaturas, formação e assistência à saúde física e mental dos policiais.

“A segurança precisa voltar a ser prioridade. Não haverá redução consistente da criminalidade sem policiais valorizados, preparados e em número suficiente para proteger os baianos”, concluiu Prisco.

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