O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera transformar a Venezuela no “51º Estado” norte-americano, em meio ao avanço da influência de Washington sobre o setor petrolífero venezuelano.
A declaração foi dada em entrevista à emissora Fox News e ocorre meses após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, levado para Nova York para responder a acusações ligadas a narcotráfico e terrorismo.
“A Venezuela ama Trump”, afirmou o presidente americano ao comentar o potencial energético do país sul-americano.
Segundo Trump, a Venezuela possuiria cerca de US$ 40 trilhões em reservas de petróleo, fator que explicaria o crescente interesse estratégico dos Estados Unidos na região.
De acordo com a reportagem, integrantes do governo americano vêm se reunindo há meses com executivos de grandes petrolíferas para incentivar investimentos no país. Empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips haviam deixado a Venezuela durante o período de nacionalizações promovido pelo ex-ditador Hugo Chávez.
Trump já havia sugerido anteriormente uma administração americana temporária da Venezuela durante o período de transição política no país.
Segundo a Fox News, a atual vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, estaria atuando em coordenação com a Casa Branca durante esse processo.
O governo Trump também afirma que a produção petrolífera venezuelana voltou a crescer sob supervisão americana. Em abril, os embarques teriam ultrapassado 1 milhão de barris por dia, maior volume registrado desde 2018.
Em março, Trump já havia sugerido a possibilidade de anexação em publicação na rede Truth Social.
“Coisas boas estão acontecendo na Venezuela ultimamente! Será que isso tem a ver com estadualidade, nº 51?”, escreveu o republicano.
A hipótese, porém, foi rejeitada por Delcy Rodríguez.
“Se há algo que nós, venezuelanos, temos, é amor pelo nosso processo de independência”, declarou a líder venezuelana ao comentar a possibilidade de anexação pelos Estados Unidos.
Segundo a reportagem, uma eventual incorporação da Venezuela aos Estados Unidos dependeria de aprovação do Congresso americano e também do consentimento formal do próprio governo venezuelano.