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Abin contradiz governo Lula e diz que eficácia da regulação de redes e IA “permanece incerta”
Abin contradiz governo Lula e diz que eficácia da regulação de redes e IA “permanece incerta”
Relatório alerta para limites do controle estatal, aponta risco de novo 8 de janeiro e evidencia contradição com a agenda pró-regulação defendida pelo Planalto
Por: Redação
04/12/2025 às 17:55

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou nesta quarta-feira (3) o relatório Desafios de Inteligência – Edição 2026, que coloca em dúvida um dos pilares do discurso do governo Lula: a regulação de redes sociais e de Inteligência Artificial. Segundo o documento, “a eficácia de ações regulatórias [...] permanece incerta”, especialmente no contexto eleitoral. A conclusão está registrada na página 2 do arquivo.
O relatório destaca que a natureza difusa da produção e circulação de conteúdo digital, somada à resistência de empresas de tecnologia e às barreiras jurídicas internacionais, dificulta a implementação de qualquer mecanismo estatal de controle, reforçando críticas da direita que alertam para riscos de censura.
A Abin afirma:
“A natureza difusa da criação e circulação desses conteúdos [...] dificulta a atuação das instituições e a aplicação de normas efetivas.”
O relatório foi divulgado dias após o governo usar o caso do influenciador “Felca” para aprovar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, criando uma autoridade reguladora autônoma — o ponto mais controverso do texto.
Parlamentares e especialistas temem que o órgão funcione como estrutura de controle político do discurso nas redes.
Outro trecho do relatório associa o ambiente digital a riscos de mobilização política, afirmando que o extremismo ideológico pode gerar “ameaças concretas” semelhantes às de 8 de janeiro de 2023, e que a desinformação “permanece como risco para 2026”.
O documento ainda relaciona o tema a um contexto mais amplo de polarização, interferência externa e tensões institucionais.
Em meio às críticas à polarização, o relatório afirma que campanhas digitais podem “contaminar a aceitação dos resultados eleitorais” e ameaçar a “estabilidade institucional”.
A menção ocorre num momento em que o próprio STF vive uma crise com o Senado após a decisão do ministro Gilmar Mendes de restringir pedidos de impeachment contra ministros — medida amplamente criticada por juristas, parlamentares e pela opinião pública.
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