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Ala do governo Lula vê fragilidade em decisão de Moraes contra Flávio Bolsonaro

Ala do governo Lula vê fragilidade em decisão de Moraes contra Flávio Bolsonaro

Integrantes do Planalto avaliam que fundamentação adotada pelo ministro do STF pode fortalecer discurso do senador e gerar questionamentos jurídicos

Por: Redação

14/07/2026 às 17:27

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Foto: Fellipe Sampaio/STF

Uma ala de ministros e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias apresentou problemas de fundamentação jurídica. A informação é da coluna de Igor Gadelha do Metrópoles.

Segundo integrantes do governo ouvidos sob reserva, a principal crítica não seria à restrição em si, mas ao motivo utilizado para justificá-la. Na avaliação desse grupo, a divulgação da carta manuscrita de Jair Bolsonaro por Flávio não seria o fundamento mais consistente para embasar a medida.

De acordo com auxiliares da área jurídica do Palácio do Planalto, Moraes poderia ter fundamentado a decisão em outro aspecto relacionado às investigações do Caso Master. A avaliação é que a suposta atuação de Flávio Bolsonaro para obtenção de benefícios ligados a um filme sobre o ex-presidente poderia servir como justificativa para restringir o contato entre ambos durante a apuração.

Na interpretação dessa ala do governo, uma fundamentação baseada na investigação permitiria sustentar que a comunicação entre um investigado e o eventual beneficiário das ações sob análise poderia comprometer o andamento do processo.

Além da discussão jurídica, integrantes do Planalto avaliam que a decisão pode produzir efeito político favorável ao senador. A leitura é que a proibição das visitas tende a reforçar o discurso de perseguição adotado por Flávio Bolsonaro, especialmente porque a restrição permanecerá em vigor até 11 de outubro, uma semana após o primeiro turno das eleições.

Flávio Bolsonaro também sustenta que a decisão atinge suas prerrogativas profissionais, uma vez que, além de filho do ex-presidente, atua formalmente como advogado de Jair Bolsonaro.

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes encaminhou ao Ministério Público Eleitoral a análise sobre a carta divulgada por Flávio Bolsonaro, para verificar se o conteúdo pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada em favor de sua pré-candidatura à Presidência da República.

 

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