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Alcolumbre avalia indulto ou anistia a Bolsonaro para buscar apoio da direita no Senado
Alcolumbre avalia indulto ou anistia a Bolsonaro para buscar apoio da direita no Senado
Por: Redação
28/10/2026 às 11:12

Foto: Divulgação: Agência Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), planeja articular uma alternativa jurídica para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de indulto ou anistia, como parte de uma estratégia para conquistar apoio da direita à sua reeleição no comando da Casa em 2027. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (28).
Segundo dois aliados citados pela reportagem, a iniciativa também busca reduzir a pressão de parlamentares da oposição pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria do processo que condenou Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado.
Proposta prevê negociação com Lula
A primeira alternativa considerada por Alcolumbre seria conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para defender a concessão de um indulto humanitário a Bolsonaro. Esse instrumento depende de decisão do presidente da República e pode extinguir ou reduzir os efeitos da pena, conforme os termos do ato.
Lula e Alcolumbre se reuniram na segunda-feira (26), após o segundo turno das eleições presidenciais, mas o assunto não teria sido discutido no encontro. De acordo com a reportagem, o presidente do Senado pretende aguardar a acomodação do cenário político antes de levar a proposta ao chefe do Executivo.
Caso Lula não aceite conceder o indulto, Alcolumbre trabalharia pela aprovação de uma anistia no Congresso Nacional. Nesse cenário, a medida dependeria de tramitação legislativa e de acordo político entre os parlamentares.
Reeleição no Senado depende de ampliar apoio
A articulação ocorre em meio à disputa pela presidência do Senado, cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027. Alcolumbre busca permanecer no cargo por mais dois anos, mas enfrenta concorrentes ligados à oposição, como os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Embora conte com apoio de setores do centro e da esquerda, o atual presidente da Casa precisa ampliar sua base para assegurar votos suficientes. A nova composição do Senado terá uma presença expressiva de parlamentares de direita, que defendem mudanças na atuação do STF e o afastamento de integrantes da Corte.
Segundo aliados ouvidos pela Folha, a expectativa de Alcolumbre seria obter o compromisso desses parlamentares de interromper a pressão por impeachment de ministros em troca de uma solução para a situação jurídica de Bolsonaro.
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