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André Mendonça determina bloqueio de imóveis ligados ao caso Banco Master

André Mendonça determina bloqueio de imóveis ligados ao caso Banco Master

Investigação aponta que bens teriam sido usados por Daniel Vorcaro em suposto esquema de vantagens ao ex-presidente do BRB

Por: Redação

08/05/2026 às 08:59

Imagem de André Mendonça determina bloqueio de imóveis ligados ao caso Banco Master

Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio judicial de imóveis apontados pela Polícia Federal como parte de um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

A decisão foi assinada em 16 de abril, mesma data em que Paulo Henrique Costa teve a prisão decretada no âmbito da Operação Compliance Zero. O conteúdo da medida permaneceu sob sigilo até agora.

Segundo as investigações, Vorcaro teria utilizado fundos de investimento e empresas interpostas para transferir imóveis ao ex-dirigente do BRB. O valor estimado dos bens alcança cerca de R$ 146,5 milhões.

Um dos imóveis bloqueados é um apartamento de 564 metros quadrados localizado no condomínio Heritage, em Brasília, considerado um dos empreendimentos residenciais mais luxuosos da capital federal.

O imóvel foi adquirido pela empresa Allora S.A., dirigida por Hamilton Suaki, cunhado do advogado Daniel Monteiro — também preso na Operação Compliance Zero. O apartamento pertencia anteriormente ao empresário Henry Visconde, controlador da rede de concessionárias de luxo Eurobike.

De acordo com os documentos obtidos pela investigação, a Allora comprou o imóvel por R$ 37 milhões em fevereiro de 2025 por meio de contrato particular. Meses depois, o apartamento foi revendido à Araguaia Empreendimentos Ltda. por R$ 15 milhões, valor inferior à metade do montante inicialmente pago.

A empresa Araguaia Empreendimentos pertence aos irmãos Leandro e Leonardo Martins de Almeida e já havia sido alvo da Operação Onzena, deflagrada pela Polícia Federal em 2018 para investigar suspeitas de agiotagem e lavagem de dinheiro.

A decisão de Mendonça determinou a indisponibilidade do imóvel, impedindo sua venda sem autorização judicial.

Outro bem atingido pela medida é um apartamento de 207 metros quadrados no Residencial Ennius Muniz, também em Brasília. O imóvel foi adquirido pela Chesapeake S.A., outra empresa administrada por Hamilton Suaki.

Segundo a investigação, o contrato de compra e venda foi firmado por R$ 4,6 milhões em janeiro de 2025, um dia antes de uma empresa ligada a Daniel Vorcaro efetuar pagamento inicial de R$ 2,33 milhões.

Apesar da negociação, o apartamento continua registrado em nome da incorporadora responsável pelo empreendimento, mas também foi tornado indisponível pela Justiça.

A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e fraudes financeiras relacionadas ao caso Banco Master. As apurações seguem sob supervisão do STF.

 

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