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Vorcaro omite valor de multa em proposta de delação entregue à PF e à PGR

Vorcaro omite valor de multa em proposta de delação entregue à PF e à PGR

Banqueiro promete revelar movimentações bilionárias, mas deixa ressarcimento financeiro para fase posterior das negociações

Por: Redação

08/05/2026 às 09:53

Imagem de Vorcaro omite valor de multa em proposta de delação entregue à PF e à PGR

Foto: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou nesta semana uma proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas omitiu o valor da multa e do eventual ressarcimento aos cofres públicos no documento inicial apresentado às autoridades.

Segundo informações da proposta, Vorcaro se comprometeu a detalhar a movimentação de bilhões de reais que teriam sido ocultados no Brasil e no exterior por meio de laranjas, empresas de fachada e fundos financeiros considerados obscuros pela investigação. A discussão sobre devolução de recursos e pagamento de multas, porém, foi adiada para uma etapa posterior da negociação.

De acordo com a reportagem, Vorcaro também não pediu benefícios imediatos nesta fase inicial da colaboração, como conversão da prisão preventiva em domiciliar.

A Justiça pretende bloquear o patrimônio do banqueiro assim que os valores e ativos forem localizados. Estimativas citadas pela investigação apontam que Vorcaro ainda controlaria cerca de R$ 10 bilhões em patrimônio. Somente o Banco de Brasília (BRB) teria transferido R$ 12,2 bilhões ao Banco Master em operações sob suspeita. Além disso, fundos de pensão municipais e estaduais acumulam prejuízos estimados em R$ 3 bilhões relacionados ao caso.

Investigadores descobriram recentemente, segundo a publicação, que aproximadamente R$ 2,2 bilhões teriam sido ocultados em conta vinculada ao pai do banqueiro, Henrique Vorcaro. Os recursos deveriam ser utilizados para pagamento de credores após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, mas acabaram bloqueados durante uma das fases da Operação Compliance Zero.

O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), considera a devolução dos valores elemento central para eventual homologação do acordo de delação. Segundo fontes citadas na reportagem, Mendonça defende pagamento à vista da multa para evitar parcelamentos longos que possam ser interrompidos futuramente.

A proposta de colaboração enfrenta resistência dentro da Polícia Federal. Investigadores classificaram o material entregue como “fraco e insuficiente”, alegando ausência de fatos novos e de provas robustas que sustentem as acusações já em andamento. A PF também cobra esclarecimentos mais detalhados sobre episódios recentes da investigação, incluindo operações envolvendo o senador Ciro Nogueira.

Segundo a reportagem, o avanço lento das negociações aumentou a tensão entre defesa e investigadores. A PF chegou a pedir o retorno de Vorcaro à Penitenciária Federal de Brasília diante da demora na apresentação de provas consideradas consistentes.

O acordo segue em discussão e dependerá da entrega de documentos, registros financeiros e provas concretas capazes de comprovar as declarações feitas pelo banqueiro às autoridades.

 
 

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