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Flávio Bolsonaro cobra instalação de CPI do Banco Master após operação contra Ciro Nogueira

Flávio Bolsonaro cobra instalação de CPI do Banco Master após operação contra Ciro Nogueira

Senador afirma que Congresso precisa investigar possíveis relações políticas envolvendo o banco e critica resistência da base governista

Por: Redação

08/05/2026 às 10:09

Imagem de Flávio Bolsonaro cobra instalação de CPI do Banco Master após operação contra Ciro Nogueira

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso Banco Master após a nova fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira.

Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (7), Flávio afirmou que parlamentares ligados ao governo Luiz Inácio Lula da Silva não apoiaram o pedido de abertura da comissão no Congresso Nacional.

“O PT foi contra a CPI do Master, misteriosamente a base de Lula se recusou a assinar o pedido de investigação”, escreveu o senador. “A oposição apoiou, eu assinei, já os ‘companheiros’ preferiram ficar de fora.”

O parlamentar também questionou a ausência de apoio da base governista à proposta e pediu investigação ampla sobre o crescimento do banco e suas conexões políticas.

“Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT Nacional e da Bahia?”, afirmou.

Flávio Bolsonaro ainda declarou que o ministro André Mendonça “agiu corretamente” ao autorizar a operação da Polícia Federal e defendeu que as investigações avancem “sem blindagem” e “sem acordão”.

A quinta fase da Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e repasses ilegais envolvendo o Banco Master e agentes políticos. Segundo a Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro teria financiado viagens de luxo e realizado pagamentos mensais de até R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira em troca de medidas de interesse da instituição financeira no Congresso.

As investigações também apontam movimentações financeiras entre a BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, e a CNLF Empreendimentos, empresa apontada pela PF como vinculada ao núcleo patrimonial de Ciro Nogueira.

Entre as mensagens obtidas pelos investigadores está um diálogo atribuído a Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro e preso na operação, em que ele pergunta: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, em referência a supostos pagamentos relacionados ao senador.

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