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Auditoria aponta uso de “laranjas” em operação do Banco Master com ações do BRB

Auditoria aponta uso de “laranjas” em operação do Banco Master com ações do BRB

Relatório cita empresários de Brasília e descreve estrutura para ocultar origem de recursos

Por: Redação

21/04/2026 às 08:35

Imagem de Auditoria aponta uso de “laranjas” em operação do Banco Master com ações do BRB

Foto: Reprodução/Codese-DF

Uma auditoria independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, em conjunto com a consultoria Kroll, identificou indícios de uso de “laranjas” em operações envolvendo a compra de ações do Banco de Brasília (BRB) por estruturas ligadas ao Banco Master.

Segundo o documento apresentado à Justiça, os empresários Adalberto Valadão Júnior e Leonardo Ávila teriam atuado como intermediários formais nas operações, sem participação econômica efetiva, caracterizando o uso de pessoas interpostas.

A auditoria aponta que houve “uso sistemático de estruturas pulverizadas, pessoas interpostas e ‘laranjas’” com o objetivo de dificultar a rastreabilidade das transações por órgãos reguladores como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários.

De acordo com o relatório, os dois empresários teriam recebido, juntos, cerca de R$ 265 milhões para subscrever ações e, posteriormente, transferi-las a fundos ligados ao grupo financeiro, como Borneo e Verbier.

A estrutura descrita inclui fundos administrados por entidades relacionadas ao Master e à Reag, como Borneo, Delta, Deneb e Asterope FIP, que teriam participado da engenharia financeira para entrada no capital do BRB.

Um dos exemplos citados envolve o fundo Borneo, que adquiriu mais de 15 milhões de recibos de ações do BRB por aproximadamente R$ 130 milhões. Em operação semelhante, o fundo Verbier também teria ingressado na estrutura societária do banco por meio de contrato de cerca de R$ 130 milhões.

A ação judicial integra o processo em que o BRB busca indenização por prejuízos decorrentes da aquisição de carteiras de crédito consideradas irregulares, além de pedir o bloqueio de bens e ativos ligados aos investigados.

As defesas dos empresários negam irregularidades. Representantes de Valadão afirmam que não houve ganho financeiro na operação, enquanto Ávila sustenta que a cessão de direitos ocorreu de forma gratuita e sem vínculo com as instituições envolvidas.

O caso segue sob análise da Justiça.

 

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