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PF aponta restaurante ligado a MC Ryan SP como peça em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

PF aponta restaurante ligado a MC Ryan SP como peça em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Investigação indica uso do estabelecimento para misturar recursos ilícitos a receitas legais; operação mira grupo suspeito de movimentar R$ 260 bilhões

Por: Redação

20/04/2026 às 09:45

Imagem de PF aponta restaurante ligado a MC Ryan SP como peça em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal identificou que o Bololô Restaurant & Bar, ligado ao cantor MC Ryan SP, teria sido utilizado como estrutura de apoio em um esquema de lavagem de dinheiro investigado pelas autoridades.

De acordo com relatório da PF, o estabelecimento funcionava como um “posto de arrecadação bancarizado”, recebendo valores provenientes de atividades ilícitas que eram misturados ao faturamento regular do negócio para dar aparência de legalidade.

A investigação aponta que o local também era utilizado para recolhimento de valores associados ao grupo criminoso, incluindo uma espécie de contribuição periódica conhecida como “cebola”.

Segundo os dados apurados, o restaurante registrou movimentação superior a R$ 30 milhões entre abril de 2024 e outubro de 2025, com média mensal acima de R$ 1,4 milhão — volume considerado incompatível com o porte do estabelecimento.

O relatório também indica transferências frequentes e fracionadas, prática que pode dificultar o rastreamento financeiro, além de repasses a pessoas ligadas ao grupo investigado. Entre os citados estão Bruno Alexssander Souza Silva e Giliard Vidal dos Santos.

Ainda conforme a PF, familiares do artista teriam sido utilizados como intermediários formais no controle do negócio. A avó do cantor, Vera Lúcia Santana, e seu companheiro, Tiago de Oliveira, aparecem como responsáveis por operações financeiras ligadas ao restaurante.

Apesar das suspeitas, o estabelecimento mantinha funcionamento regular, com pagamentos a fornecedores e atividade comercial ativa, o que contribuía para a aparência de legalidade das operações.

A apuração integra a Operação Narco Fluxo, que mobilizou mais de 200 agentes e cumpriu dezenas de mandados de prisão e busca. Segundo a PF, o grupo investigado pode ter movimentado mais de R$ 260 bilhões por meio de empresas dos setores artístico e digital, utilizando mecanismos para integrar recursos ilícitos ao sistema financeiro formal.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens ligados aos investigados, enquanto as apurações seguem em andamento.

 

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