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Autoridades fazem 643 viagens em jatinhos da FAB em 2025

Autoridades fazem 643 viagens em jatinhos da FAB em 2025

Mesmo com frota reduzida e altos custos, uso de aviões da Força Aérea segue como privilégio político em Brasília; ministro Haddad lidera requisições

Por: Redação

08/07/2025 às 09:50

Avião da Força Aérea Brasileira (FAB)

Foto: Cleber Caetano/PR

Mesmo com parte da frota sucateada e em manutenção, os jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) continuam sendo uma das regalias mais disputadas entre autoridades em Brasília. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram ao menos 643 viagens oficiais custeadas pelo contribuinte — algumas delas feitas por passageiros que sequer têm direito ao uso dessas aeronaves.

Por lei, os voos da FAB deveriam ser restritos ao presidente da República, ao vice-presidente, ministros de Estado, presidentes dos Três Poderes, comandantes das Forças Armadas e ao chefe do Estado-Maior Conjunto. Na prática, porém, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades vêm sendo autorizados a utilizar as aeronaves, sob a justificativa de evitar hostilidades em voos comerciais.

Entre os usuários mais frequentes está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que lidera o ranking de requisições, com 70 voos apenas entre janeiro e junho — média superior a dois por semana.

Apesar do volume, o número de viagens teve queda nos últimos anos: foram 969 em 2023, 860 em 2024 e os atuais 643 em 2025, até o momento. Essa redução, no entanto, se deve em parte à indisponibilidade da frota: dos dez jatos disponíveis, só três estão operacionais — os demais passam por manutenção ou foram considerados obsoletos.

Trilhão em gastos
O uso da FAB se insere em um contexto de pressão sobre as contas públicas. Levantamento da iniciativa Ga$to Brasil, da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), aponta que o governo federal já gastou R$ 1,15 trilhão em 2025. Quando somados os gastos de estados e municípios, o total ultrapassa R$ 2,6 trilhões, excedendo em mais de R$ 600 bilhões a arrecadação total no ano, estimada em pouco mais de R$ 2 trilhões, segundo o Impostômetro.

A iniciativa busca dar transparência à execução orçamentária e fomentar o controle social das despesas públicas, em um momento em que o governo Lula (PT) enfrenta cobranças por mais responsabilidade fiscal e menos desperdício.

Enquanto isso, a crítica recorrente à chamada "farra dos voos oficiais" segue sem solução concreta, alimentando o debate sobre privilégios e gastos desnecessários no alto escalão do poder.

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