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Governo explica contratação de cruzeiros para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro

Governo explica contratação de cruzeiros para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro

Operação de R$ 350 milhões foi realizada via Embratur e envolveu empresa ligada a empresário associado a Daniel Vorcaro

Por: Redação

22/04/2026 às 07:33

O governo federal informou que a contratação de cruzeiros para a COP30, realizada em Belém (PA), ocorreu dentro dos trâmites legais e foi validada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A operação, que custou R$ 350,2 milhões, foi conduzida por meio da Embratur.

A Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, utilizou a agência para viabilizar o fretamento dos navios que serviram como hospedagem para delegações durante o evento. A Embratur, por sua vez, contratou a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., responsável por intermediar o acordo com as operadoras marítimas MSC Cruzeiros e Costa Cruzeiros.

A Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen, apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo em Campos do Jordão (SP). Apesar da ligação empresarial, o governo afirma que não houve participação do Banco Master na contratação.

Segundo a Embratur, a escolha da empresa ocorreu por meio de chamamento público, com apresentação de documentação que comprovou capacidade técnica e regularidade jurídica. A estrutura financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio de carta fiança.

O contrato foi analisado pelo TCU, que aprovou a contratação por unanimidade. No Acórdão 756/2026, o tribunal considerou que a decisão apresentou fundamentação técnica, jurídica e estratégica adequada, além de se basear em estudos preliminares consistentes.

Ainda de acordo com o TCU, o modelo adotado foi considerado economicamente mais vantajoso do que o fretamento direto das embarcações. O valor final executado ficou abaixo do teto estimado inicialmente e evitou a necessidade de desembolso antecipado elevado, comum nesse tipo de operação.

O relator do caso, ministro Bruno Dantas, também apontou fatores logísticos, como a limitação da rede hoteleira local e a especificidade da demanda durante o evento internacional, como justificativas para o modelo adotado.

A Embratur reiterou que todo o processo seguiu as exigências legais e destacou que a contratação foi considerada regular pelos órgãos de controle.

 

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