Bolsonaro descarta negociação e reitera posicionamento pela anistia total
Ex-presidente rejeita proposta de dosimetria e mantém resistência à pena imposta pelo STF
Por: Redação
25/09/2025 às 08:23
● Atualizado em 25/09/2025 às 08:44

Foto: Metropoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rejeitou qualquer possibilidade de acordo para redução de sua pena e reafirmou a defesa de uma anistia total. A posição foi confirmada por auxiliares próximos após visitas à sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. As reuniões ocorreram com autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator de processos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo, Bolsonaro não aceita a articulação de setores do PL que cogitam apoiar um projeto de dosimetria, visto como alternativa à anistia plena. Segundo interlocutores, o ex-presidente considera que negociar a redução da pena significaria reconhecer a legitimidade de um julgamento que ele classifica como político.
Enquanto isso, no Congresso, as discussões seguem em torno da chamada “anistia”. O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do tema, tenta articular encontros com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O movimento acontece após o desgaste gerado pela rejeição da chamada PEC da Blindagem no Senado.
O cenário entre as duas Casas é de atrito crescente, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade de aprovar novos projetos. Para reduzir resistências, Paulinho tem tratado a proposta como “PL da dosimetria”, em substituição à denominação anterior de “PL da anistia”.
Nos bastidores, aliados reconhecem que a mudança de nomenclatura não resolve a divisão política. Enquanto a base governista defende punições exemplares, apoiadores de Bolsonaro insistem que apenas a anistia total representaria justiça diante do que chamam de excessos do Judiciário.
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