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Brasileiros são presos nos EUA suspeitos de liderar esquema milionário de fraude imigratória
Brasileiros são presos nos EUA suspeitos de liderar esquema milionário de fraude imigratória
Autoridades apontam prejuízo superior a US$ 20 milhões e possível envolvimento de centenas de vítimas
Por: Redação
23/04/2026 às 17:28

Foto: Reprodução
Autoridades dos Estados Unidos prenderam quatro brasileiros suspeitos de comandar um esquema de fraude imigratória que pode ser o maior já registrado no país. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de US$ 20 milhões e prejudicado centenas de imigrantes, em sua maioria também brasileiros.
Foram detidos Vagner Soares de Almeida, apontado como líder da organização, sua esposa Juliana Colucci, além de Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Eles são investigados por associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
De acordo com o gabinete do xerife do Condado de Orange, o grupo atuava por meio de uma empresa que se apresentava como uma agência especializada em serviços de imigração. A promessa era auxiliar clientes em processos de regularização e pedidos de asilo nos Estados Unidos.
As autoridades afirmam que, na prática, o esquema se baseava em informações falsas, manipulação e pressão psicológica sobre imigrantes em situação vulnerável. O modelo de atuação explorava o medo de deportação e a falta de conhecimento sobre as regras migratórias.
Ainda segundo a investigação, enquanto os suspeitos acumulavam patrimônio, grande parte dos clientes não teve avanço em seus processos. Em diversos casos, as vítimas sequer chegaram perto de regularizar a situação no país.
Até o momento, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos individuais que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. No entanto, os investigadores avaliam que o número de afetados pode ser significativamente maior.
A operação foi conduzida em conjunto pelo escritório do xerife, pela agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) e pela Procuradoria-Geral da Flórida. As autoridades seguem apurando a extensão do esquema e buscam identificar novas vítimas.
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