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Câmara custeou segurança para Hugo Motta em viagem privada à final da Libertadores no Peru

Câmara custeou segurança para Hugo Motta em viagem privada à final da Libertadores no Peru

Legislativo pagou diárias de policial legislativo para acompanhar presidente da Casa em evento esportivo em Lima

Por: Redação

29/01/2026 às 09:45

Imagem de Câmara custeou segurança para Hugo Motta em viagem privada à final da Libertadores no Peru

Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados custeou a atuação de um segurança particular para acompanhar o presidente da Casa, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), durante uma viagem de caráter privado a Lima, no Peru, onde ele assistiu à final da Copa Libertadores da América, em novembro do ano passado.

Segundo levantamento da coluna, a Câmara arcou com R$ 3,55 mil referentes a uma diária e meia de um policial legislativo destacado para integrar a equipe de segurança do parlamentar nos dias 29 e 30 de novembro. O valor unitário da diária é de R$ 2.366,84. Até o momento, o relatório da missão oficial do servidor segue registrado como “pendente” no sistema interno da Casa.

Embora o montante seja considerado modesto, o episódio expõe o uso de recursos públicos em deslocamento sem vínculo com atividades institucionais, o que reacendeu questionamentos sobre critérios adotados para custeio de segurança em compromissos de natureza pessoal.

A final da Libertadores ocorreu em 29 de novembro, em partida disputada entre Flamengo e Palmeiras, com vitória do time carioca, que conquistou seu quarto título da competição. Hugo Motta esteve no estádio acompanhado do filho e do pai, o prefeito de Patos (PB), Nabor Wanderley (Republicanos).

Nas redes sociais, o presidente da Câmara celebrou a ocasião: “Celebrar o tetra da Libertadores ao lado do meu pai e do meu filho é felicidade pura!”, escreveu. A atualização oficial dos gastos com a viagem do segurança, contudo, só ocorreu mais de um mês depois do evento.

Em nota, a assessoria de Hugo Motta afirmou que a viagem foi estritamente particular e que não houve uso de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). O comunicado acrescenta que “os detalhes de escolta do presidente são sigilosos por razões de segurança”.

O deputado, porém, não comentou o pagamento das diárias ao policial legislativo pela Câmara. Conforme revelou o colunista Igor Gadelha, Motta viajou ao Peru em aeronave particular do ex-deputado Alexandre Baldy (PP-GO).

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