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Careca do INSS é punido na Papuda após protetor labial de cannabis ser encontrado em cela
Careca do INSS é punido na Papuda após protetor labial de cannabis ser encontrado em cela
Administração penitenciária aplicou sanção disciplinar e manteve lobista oito dias em isolamento durante apuração do caso
Por: Redação
09/07/2026 às 08:19

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, recebeu punição disciplinar no Complexo Penitenciário da Papuda após agentes penitenciários encontrarem um protetor labial com derivado de cannabis em sua cela durante uma revista de rotina. O caso foi comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
A ocorrência foi registrada em 2 de junho, durante uma inspeção realizada na Penitenciária IV, unidade destinada a presos considerados vulneráveis. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), os detentos foram retirados das celas enquanto policiais penais realizavam a vistoria dos ambientes e dos pertences.
Defesa alegou desconhecimento da proibição
Conforme o procedimento administrativo, o protetor labial foi localizado na cela ocupada por Antônio Carlos Camilo Antunes. Questionado pelos agentes, o lobista afirmou que o produto era de sua propriedade.
Em depoimento, ele declarou que utilizava o cosmético desde sua transferência da carceragem da Polícia Federal para a Papuda, em outubro do ano passado, e alegou desconhecer que o item era proibido. A defesa sustentou ainda que o produto continha apenas óleo de semente de Cannabis sativa, sem substâncias classificadas como entorpecentes.
Administração aplicou punição disciplinar
Apesar da justificativa apresentada, a Seape concluiu que o protetor labial era um objeto proibido pelas normas internas da unidade prisional, em razão de sua composição e da ausência de autorização para ingresso no presídio.
A direção da Penitenciária IV classificou a conduta como falta disciplinar de natureza média. Durante a apuração do procedimento administrativo, o investigado permaneceu oito dias em isolamento preventivo.
No parecer, a administração destacou que, embora o produto não fosse considerado uma substância entorpecente, sua composição à base de Cannabis sativa e a entrada sem autorização comprometiam a disciplina e a segurança do estabelecimento prisional.
Caso antecedeu denúncia sobre suposta pressão por delação
O episódio ocorreu antes de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmar ter sido pressionado por policiais penais a firmar um acordo de colaboração premiada.
Segundo o lobista, dias após a punição disciplinar ele foi retirado da cela sob a justificativa de passar por uma avaliação emocional, ocasião em que teria sido questionado sobre uma eventual delação. A Papuda negou qualquer tentativa de pressão, e o ministro André Mendonça determinou que a unidade prestasse esclarecimentos sobre o caso.
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