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CASO MASTER: Flávio Bolsonaro pede inclusão de Haddad, Rui Costa e presidente do BC em investigação
CASO MASTER: Flávio Bolsonaro pede inclusão de Haddad, Rui Costa e presidente do BC em investigação
Senador quer ampliar CPI que mira ministros do STF para apurar possíveis relações de autoridades com o banco comandado por Daniel Vorcaro
Por: Redação
11/03/2026 às 10:59

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta terça-feira (10) um requerimento para ampliar o escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no chamado caso Banco Master.
No pedido, o parlamentar solicita que a comissão também investigue os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil), além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O requerimento pede a apuração de “possíveis relações institucionais, pessoais, financeiras ou de outra natureza” entre as autoridades citadas e a instituição financeira investigada.
A CPI foi proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) após novos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.
Reunião no Planalto entra na mira
Ao justificar o pedido de inclusão de novos nomes, Flávio Bolsonaro citou a reunião realizada em dezembro de 2024 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto.
Segundo o senador, a CPI deve verificar as circunstâncias do encontro, que teria ocorrido sem registro na agenda oficial da Presidência.
“A ampliação ora proposta abrange, em especial, a verificação das circunstâncias relacionadas a eventual reunião realizada em dezembro de 2024 que não teria sido registrada em agenda oficial”, escreveu o parlamentar no documento.
Ele também pediu a análise de possíveis interações entre autoridades do governo e o controlador do banco, para avaliar se esses contatos tiveram impacto sobre a atuação de órgãos responsáveis pela regulação do sistema financeiro.
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Para que o pedido avance, Flávio Bolsonaro informou que buscará apoio de pelo menos 27 senadores, número mínimo necessário para a criação de uma CPI no Senado.
O parlamentar afirmou que o aditamento busca ampliar o alcance das investigações e garantir transparência sobre os fatos revelados durante o caso Banco Master.
Resposta de Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que espera que as investigações avancem e negou responsabilidade da atual gestão do Banco Central pelas irregularidades apontadas.
Segundo Haddad, as fraudes investigadas não teriam ocorrido durante a presidência de Gabriel Galípolo no Banco Central, mas na gestão anterior, comandada por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Logo saberemos debaixo do nariz de quem as fraudes do Banco Master não apenas ocorreram, como foram promovidas”, declarou o ministro.
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