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Caso Poze e MC Ryan: Dados na nuvem levam PF a desmontar esquema bilionário de lavagem de dinheiro
Caso Poze e MC Ryan: Dados na nuvem levam PF a desmontar esquema bilionário de lavagem de dinheiro
Arquivos do iCloud revelaram estrutura sofisticada com uso de criptomoedas, empresas de fachada e tráfico internacional
Por: Redação
16/04/2026 às 11:07

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A análise de dados armazenados na nuvem foi decisiva para que a Polícia Federal identificasse e desarticulasse uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em atividades ilegais.
Segundo as investigações, o ponto de partida foi o acesso a arquivos do iCloud vinculados ao contador Rodrigo de Paula Morgado. O material havia sido obtido em apurações anteriores, nas operações Narco Bet e Narco Vela, realizadas em 2025.
Estrutura criminosa sofisticada
A partir desses dados, os investigadores identificaram uma organização considerada “autônoma e dissociada”, com atuação própria e altamente estruturada. O grupo operava em múltiplas frentes ilegais, incluindo:
- apostas clandestinas
- rifas ilegais
- tráfico internacional de drogas
- uso de empresas de fachada e “laranjas”
- movimentações com criptoativos
- envio de dinheiro ao exterior
De acordo com a PF, o esquema funcionava como um verdadeiro sistema financeiro paralelo, com divisão clara de funções entre os integrantes.
Nuvem como “raio-x” do esquema
Os arquivos armazenados no iCloud funcionaram como peça-chave da investigação. Entre os conteúdos analisados estavam:
- extratos bancários
- comprovantes de transferências
- contratos e registros societários
- mensagens e comunicações internas
- procurações
O cruzamento dessas informações permitiu conectar operadores financeiros, empresas, influenciadores e artistas, ampliando significativamente o alcance da investigação.
Principais alvos
Entre os investigados e presos estão nomes conhecidos do público, como:
- MC Ryan SP
- MC Poze do Rodo
- Raphael Sousa Oliveira
- Chrys Dias
A operação mobilizou agentes em oito estados e no Distrito Federal, com cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão.
Papel central do operador financeiro
Apontado como peça-chave, Morgado teria atuado na gestão e ocultação de recursos do grupo, incluindo movimentações em nome de terceiros e estratégias de blindagem patrimonial.
Segundo a PF, ele era responsável por estruturar transferências, administrar fluxos financeiros e garantir a dissimulação da origem ilícita do dinheiro.
Expansão da investigação
A Justiça autorizou o aprofundamento das apurações, incluindo acesso a novos dados em plataformas digitais e análise imediata de dispositivos apreendidos, como celulares e computadores.
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