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CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de empresa ligada a Dias Toffoli

CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de empresa ligada a Dias Toffoli

Por: Redação

25/02/2026 às 14:41

Imagem de CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de empresa ligada a Dias Toffoli

Foto: STF

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), uma série de medidas que ampliam o alcance das investigações sobre a suposta infiltração de organizações criminosas em estruturas do poder público. Entre as decisões está a convocação dos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli e a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., da qual são sócios.

O colegiado também aprovou a convocação do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Além disso, foi aprovado o convite para que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, preste esclarecimentos, assim como representantes de empresas ligadas ao Banco Master.

Por outro lado, foi rejeitado o pedido de convocação de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro, requerimento apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues.

Fundamentação das medidas

Relator da CPI, o senador Alessandro Vieira afirmou que as providências aprovadas “são fundamentais para ajudar o Brasil a entender e combater a infiltração do crime nas mais altas camadas do poder público”. Segundo ele, a quebra de sigilo permitirá rastrear movimentações financeiras e eventuais conexões societárias que possam esclarecer os fatos sob investigação.

A ligação do ministro Dias Toffoli com o caso surgiu após a Polícia Federal consultar o STF sobre uma possível suspeição do magistrado em relação a processos envolvendo o Banco Master. A consulta teve como base mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, nas quais o ministro era mencionado.

Relação societária sob apuração

Reportagem revelou que, entre 2021 e 2025, empresa pertencente aos irmãos de Toffoli dividiu o controle do empreendimento Tayayá, no Paraná, com o fundo de investimentos Arleen. O fundo integra a rede de fundos investigados por supostas fraudes relacionadas ao Banco Master.

O Arleen passou a integrar a sociedade em 2021, ao adquirir cotas de empresas que pertenciam aos irmãos e a um primo do ministro. O fundo Arleen, por sua vez, seria controlado pelo fundo Leal, ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Em manifestação anterior, Toffoli afirmou que nunca soube quem era o gestor do fundo Arleen e declarou que jamais teve relação de amizade — “muito menos amizade íntima” — com Daniel Vorcaro.

Próximos passos

Com as convocações e quebras de sigilo aprovadas, a CPI deve intensificar a coleta de documentos e depoimentos nas próximas semanas. As medidas não configuram acusação formal, mas ampliam o escopo das investigações e aumentam a pressão política em torno do caso, que envolve figuras de destaque do sistema financeiro e do Judiciário brasileiro.

O andamento da comissão deve manter o tema no centro do debate político, especialmente diante da sensibilidade institucional que envolve integrantes do Supremo Tribunal Federal e ex-autoridades da área econômica.

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