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Crise na articulação de Lula estoura em festa: Motta vira alvo de críticas e Lira é saudado como liderança que “faz falta”

Crise na articulação de Lula estoura em festa: Motta vira alvo de críticas e Lira é saudado como liderança que “faz falta”

Enquanto governo se irrita com pautas que reduzirão penas de Bolsonaro, convidados de ministro do PT exaltam Arthur Lira e demonstram insatisfação com condução de Hugo Motta

Por: Redação

11/12/2025 às 08:18

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Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O aniversário do ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), na noite desta quarta-feira (9), transformou-se num dos ambientes mais francos — e constrangedores — sobre a fragilidade da articulação política do governo Lula. O evento, realizado na mansão do deputado Mário Heringer (PDT-MG), no Lago Sul, reuniu ministros, parlamentares da esquerda e caciques do Centrão. A informação foi divulgada pelo site Metrópoles.

O assunto dominante entre rodas de conversa foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que, mesmo ausente, virou o principal alvo de críticas e descontentamentos.

Motta não compareceu ao evento porque, no mesmo horário, conduzia no plenário a votação do PL da Dosimetria, proposta que reduz penas de Jair Bolsonaro e demais condenados pelo STF no chamado “8 de janeiro”.

A decisão de pautar o projeto — sem aviso prévio ao Planalto — irritou profundamente integrantes do governo. A avaliação corrente entre convidados era de que Motta “perdeu o controle político” ou estaria “apoiando movimentos que contrariam o Planalto”.

A insatisfação se somou ao episódio ocorrido horas antes, quando Motta mandou retirar à força o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da cadeira da presidência da Câmara. Jornalistas foram expulsos do plenário, e o sinal da TV Câmara foi cortado, em gesto que aumentou a tensão com parlamentares da esquerda.

Na contramão da enxurrada de críticas contra Motta, um nome foi repetidamente exaltado: Arthur Lira (PP-AL), o antecessor no comando da Câmara.

Segundo relatos, parlamentares — inclusive do próprio governo — se aproximaram de Lira durante a festa para pedir que ele “interviesse” na condução de Motta e ajudasse a recompor a governabilidade da Casa.

Alguns convidados afirmaram abertamente que “Lira fazia falta”, numa demonstração incomum de nostalgia política por parte de aliados do PT.

Lira, que mantém postura discreta desde que deixou a presidência, ouviu — calado — todas as queixas, evitando comprometer-se publicamente. Aliados confirmam que a relação entre ele e Hugo Motta está desgastada há semanas.

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