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Delator afirma que Lulinha recebeu R$ 25 milhões e mesada de R$ 300 mil do “Careca do INSS”; PF tem áudios e conversas do celular do operador

Delator afirma que Lulinha recebeu R$ 25 milhões e mesada de R$ 300 mil do “Careca do INSS”; PF tem áudios e conversas do celular do operador

Ex-diretor da World Cannabis detalha pagamentos, viagens e suposta sociedade oculta do filho de Lula; CPMI barra convocação e PT tenta descredibilizar acusador

Por: Redação

05/12/2025 às 17:24

Imagem de Delator afirma que Lulinha recebeu R$ 25 milhões e mesada de R$ 300 mil do “Careca do INSS”; PF tem áudios e conversas do celular do operador

Foto: Divulgação

O empresário Edson Claro Medeiros Jr., ex-funcionário e ex-braço-direito de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, já prestou mais de 70 horas de depoimentos à Polícia Federal, acompanhados de mil páginas de documentos, áudios e mensagens extraídas do celular do operador. O material ajuda a rastrear o fluxo financeiro de um dos principais investigados pela Operação Sem Desconto — e coloca no centro das apurações o filho mais velho do presidente da República.

Segundo relato prestado à PF, Edson afirmou que o Careca pagou R$ 25 milhões a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de uma mesada mensal de R$ 300 mil. Parte das conversas entre o operador e o filho de Lula consta no material apreendido e foi entregue aos investigadores.

Segundo Edson, o pagamento milionário estaria ligado à atuação de Lulinha na empresa World Cannabis, que operava nos Estados Unidos, Portugal e Brasil. Ele teria sido contratado para articular politicamente o projeto da companhia — que planejava produzir medicamentos à base de cannabis e vendê-los ao SUS, por meio do chamado Projeto Amazônia, apresentado ao Ministério da Saúde.

Edson, diretor executivo da empresa desde 2023, rompeu com o Careca após a deflagração da Operação Sem Desconto. Ele relata que, após a ruptura, chegou a ser ameaçado de morte durante uma reunião com o operador.

Nos depoimentos, o ex-funcionário acrescenta que Lulinha seria sócio oculto da subsidiária portuguesa da empresa, registrada sob o nome Candango Consulting, em Porto — cuja titularidade formal aparece apenas em nome do Careca e de seu filho, Romeu Antunes.

O delator detalhou ainda uma série de viagens internacionais feitas por Lulinha ao lado do Careca. Em novembro de 2024, por exemplo, o operador teria comprado passagens de Guarulhos para Lisboa pela empresa Fly Tour. Segundo Edson, essas viagens eram de “passeio”, mas ao mesmo tempo serviam às negociações da World Cannabis.

Apesar do peso das denúncias, a CPMI do INSS decidiu não convocar Lulinha para depor. O placar foi de 12 votos a 19, com votos decisivos da bancada do PT.

A convocação de Edson Claro — autor das denúncias e fonte central da PF — também foi rejeitada, em movimento interpretado como tentativa da base governista de conter danos ao Planalto.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou as acusações como “infundadas” e tentou desqualificar o delator, apesar da existência de mensagens, áudios e registros apresentados à Polícia Federal.

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