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Deolane Bezerra tem R$ 27 milhões bloqueados em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Deolane Bezerra tem R$ 27 milhões bloqueados em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Influenciadora foi presa em São Paulo durante investigação que apura movimentações financeiras suspeitas e ocultação patrimonial atribuída ao crime organizado
Por: Redação
21/05/2026 às 12:14

Foto: Reprodução/Instagram
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve R$ 27 milhões bloqueados em contas bancárias vinculadas ao seu nome por decisão da Justiça, no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deolane foi presa em Alphaville, na Grande São Paulo, após mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Segundo investigadores, a apuração busca identificar uma estrutura de ocultação patrimonial que teria utilizado empresas e terceiros para movimentar recursos supostamente vinculados à facção criminosa.
Além da influenciadora, a operação também teve como alvo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como liderança máxima do PCC, além de familiares do investigado, incluindo seu irmão, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos.
De acordo com a investigação, uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada como instrumento para lavagem de dinheiro ligada ao núcleo familiar de Marcola. Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021 e apontam indícios de vínculos financeiros e comerciais com pessoas ligadas à estrutura investigada.
A Justiça também autorizou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em valores, além do sequestro de 17 veículos — incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e quatro imóveis relacionados aos investigados. Segundo as autoridades, as medidas buscam interromper fluxos financeiros considerados ilícitos e preservar bens que possam ter origem criminosa.
A investigação teve início em 2019, após policiais penais apreenderem bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo os investigadores, o material revelou elementos sobre a dinâmica do PCC, movimentações ligadas ao crime organizado e possíveis conexões financeiras. Posteriormente, a apuração levou à identificação da transportadora, apontada judicialmente como peça central de um suposto esquema de lavagem de dinheiro.
Durante uma fase anterior da investigação, denominada Operação Lado a Lado, autoridades apreenderam aparelhos celulares e analisaram mensagens que, segundo a Polícia Civil, indicariam repasses financeiros a Deolane e vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos investigados ligados à transportadora.
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