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PGR mantém negociações sobre delação de Daniel Vorcaro após recusa da Polícia Federal

PGR mantém negociações sobre delação de Daniel Vorcaro após recusa da Polícia Federal

Procuradoria-Geral da República continua tratativas com empresário do Banco Master e cobra novas provas para eventual acordo

Por: Redação

21/05/2026 às 11:05

Imagem de PGR mantém negociações sobre delação de Daniel Vorcaro após recusa da Polícia Federal

Foto: Reprodução/YouTube

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu manter as negociações para um possível acordo de delação premiada com o empresário Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal encerrar sua participação nas tratativas. Segundo informações divulgadas, a equipe do procurador-geral Paulo Gonet optou por seguir avaliando a colaboração apresentada pela defesa do banqueiro e solicitou complementações no material entregue.

De acordo com a apuração, integrantes da PGR consideraram o conteúdo apresentado insuficiente para a formalização do acordo, apontando inconsistências, lacunas e necessidade de novas evidências. A defesa de Vorcaro teria recebido prazo para revisar os relatos e apresentar provas adicionais capazes de sustentar as informações repassadas aos investigadores.

A Polícia Federal, por sua vez, decidiu abandonar as negociações após avaliar que a proposta continha informações já conhecidas pelos investigadores, além de fatos considerados repetitivos ou sem avanço relevante para as apurações em curso. Segundo o material, a corporação entende que parte significativa dos elementos investigativos já teria sido extraída a partir de dados apreendidos em dispositivos eletrônicos do empresário.

Apesar da saída da PF, a legislação permite que o Ministério Público Federal conduza acordos de colaboração premiada de maneira independente. Vorcaro está preso preventivamente desde março e, segundo a reportagem, sua defesa levou cerca de 45 dias para elaborar a proposta inicial de colaboração apresentada às autoridades.

O eventual acordo ainda dependerá da homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do inquérito. Conforme a apuração, o magistrado teria sinalizado que não pretende validar acordos com omissões relevantes ou ausência de elementos comprobatórios, o que mantém indefinido o futuro das negociações.

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