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Deputado usa verba da Câmara para alugar salas de familiar

Deputado usa verba da Câmara para alugar salas de familiar

Câmara reembolsou R$ 135 mil a Átila Lira por imóvel ligado à tia; regra da Casa proíbe contratos com parentes até terceiro grau

Por: Redação

22/05/2026 às 08:26

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Foto: Reprodução

O deputado federal Átila Lira utilizou recursos da cota parlamentar para alugar duas salas comerciais pertencentes à própria tia, em Teresina (PI). Entre fevereiro de 2023 e março de 2026, a Câmara dos Deputados reembolsou cerca de R$ 135 mil em despesas relacionadas ao aluguel dos imóveis.

As regras internas da Câmara proíbem reembolsos envolvendo bens ou serviços fornecidos por parentes do parlamentar até o terceiro grau. Segundo informações da própria Casa, a vedação está prevista no Ato da Mesa nº 43/2009, que regulamenta o uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar.

Ao todo, foram apresentados 33 recibos para reembolso. Três documentos aparecem em nome de Yara Maria Lira Paiva e Silva, tia do deputado, enquanto outros 30 foram emitidos em nome da prima do parlamentar, indicada como curadora da proprietária do imóvel. Em média, os gastos reembolsados chegaram a aproximadamente R$ 4 mil mensais.

As despesas começaram logo após Átila Lira assumir o mandato, em fevereiro de 2023. O mesmo espaço já havia sido utilizado anteriormente pelo pai do parlamentar, também chamado Átila Lira, que ocupou mandato até 2022. Segundo registros, até junho daquele ano o aluguel das salas custava R$ 1,2 mil mensais. Com a troca de mandato, o valor subiu para R$ 4 mil e chegou a R$ 4.427,64 em março de 2026.

Além do aluguel, o gabinete do deputado utilizou mais de R$ 31 mil da cota parlamentar para pagamento de despesas condominiais das unidades, localizadas em um prédio comercial no centro de Teresina.

Em nota, a Câmara dos Deputados reiterou que o parlamentar é responsável pelas informações e documentos apresentados para reembolso, cabendo à administração da Casa verificar regularidade fiscal e contábil dos gastos. O Legislativo afirmou ainda que, em caso de identificação de irregularidade, o reembolso pode ser suspenso e os valores eventualmente pagos podem ser cobrados de volta.

Procurado, o deputado não se manifestou até a publicação da reportagem.

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