DPU aponta nova violação de direitos em ação contra ex-assessor de Moraes
Defensoria pede anulação de atos e questiona forma de intimação no processo em curso no STF
Por: Redação
06/05/2026 às 07:46
Foto: Alejandro Zambrana/TSE
A Defensoria Pública da União voltou a questionar a condução da ação penal contra Eduardo Tagliaferro no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Em novo parecer encaminhado à Corte, a DPU pediu a anulação de atos processuais e alegou violação de direitos, especialmente no que diz respeito à substituição da defesa do réu.
Segundo o órgão, Tagliaferro, que está na Itália, não foi intimado pessoalmente antes da nomeação da Defensoria como sua representante legal. A instituição também questiona o fato de o ministro ter intimado o réu por meio de advogados já destituídos.
“Esse procedimento […] não está alinhado […] com os princípios que norteiam o devido processo penal”, afirmou a DPU no documento.
A Defensoria pede que o ministro reconsidere decisão anterior que classificou a situação como possível manobra e solicita a nulidade da ausência do réu em interrogatório. Também requer que Tagliaferro seja intimado diretamente para indicar advogados de sua confiança.
O caso envolve acusações de vazamento de mensagens do gabinete de Moraes, quando Tagliaferro atuava como assessor no Tribunal Superior Eleitoral.
Em decisão anterior, Moraes rejeitou argumentos da DPU e afirmou que todos os atos processuais ocorreram dentro da legalidade. O ministro também alertou que o Supremo não admitirá práticas que configurem “litigância de má-fé”.
O novo pedido ainda aguarda análise do relator.
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