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Ex-assessor acusa Moraes de acelerar processos e aponta “padrão” de abusos no STF

Ex-assessor acusa Moraes de acelerar processos e aponta “padrão” de abusos no STF

Eduardo Tagliaferro diz que ministro ignorou endereço conhecido no exterior para impor citação por edital e garantir celeridade

Por: Redação

28/01/2026 às 21:47

Imagem de Ex-assessor acusa Moraes de acelerar processos e aponta “padrão” de abusos no STF

Foto: Alejandro Zambrana/TSE

O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral Eduardo Tagliaferro acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de conduzir processos de forma acelerada e irregular com o objetivo de obter condenações rápidas.

As declarações foram feitas em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira, concedida nesta terça-feira (28).

Segundo Tagliaferro, Moraes tinha pleno conhecimento de seu endereço na Itália desde setembro de 2025, informação que constaria nos autos do pedido de extradição e teria sido formalmente comunicada por seus advogados. Ainda assim, o ministro determinou sua citação por edital, sob a alegação de que o ex-assessor estaria em local incerto e não sabido.

“Não faz sentido dizer que estou em local desconhecido. Ele sabe exatamente onde eu estou”, afirmou Tagliaferro. Para o ex-assessor, a medida teve como objetivo evitar o trâmite de uma carta rogatória internacional, procedimento mais demorado, e garantir rapidez no andamento do processo.

Na avaliação de Tagliaferro, a citação por edital abriria caminho para que Moraes nomeasse a Defensoria Pública da União como sua representante, permitindo a continuidade do processo sem sua manifestação direta. “É óbvio que não vamos responder a edital. Aí ele nomeia um defensor e toca o processo do jeito que quer”, declarou. A defesa tenta anular a decisão no Supremo.

O ex-assessor afirmou enxergar um “padrão” de atuação do ministro, citando casos anteriores e alegando que Moraes utilizaria decisões passadas para legitimar procedimentos que considera abusivos. Segundo ele, haveria uma predisposição à condenação antes mesmo da conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

“O que existe é sede de punição”, afirmou, ao sustentar que decisões estariam sendo tomadas com base em conveniência processual e não no devido processo legal.

Durante a entrevista, Tagliaferro também mencionou reportagens recentes sobre supostos encontros entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — informações negadas oficialmente pelo STF, que classificou as notícias como falsas.

O ex-assessor afirmou ainda que a repercussão midiática de determinados veículos influenciaria a postura do ministro, sugerindo que decisões variariam conforme o alcance público das denúncias. Para ele, o cenário atual revela dificuldades internas no Supremo para conter excessos e rever práticas consolidadas.

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