Ex-presidente do TST critica divisão ideológica e chama rótulos de “nocivos”
Almir Pazzianotto contesta classificação de magistrados e aponta distorções no funcionamento da Justiça do Trabalho
Por: Redação
04/05/2026 às 22:05

Foto: Divulgação
O ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto, criticou a divisão ideológica dentro da Corte e classificou esse tipo de categorização como prejudicial ao Judiciário.
A declaração foi feita após repercussão de falas recentes do atual presidente do tribunal. Segundo Pazzianotto, não há base para separar magistrados por alinhamento político. “Nunca constatei esse tipo de divisão, extremamente nociva, injusta e irreal”, afirmou.
O jurista também questionou o uso de rótulos como “vermelhos” e “azuis” dentro da magistratura. Para ele, a atuação judicial deve seguir princípios constitucionais, sem influência ideológica. “A Constituição não é vermelha, tampouco azul”, declarou.
Além das críticas à divisão interna, Pazzianotto apontou problemas estruturais na Justiça do Trabalho, especialmente o alto volume de processos. Ele afirmou que o sistema enfrenta uma “verdadeira fábrica de reclamações trabalhistas”, o que dificulta a análise individual dos casos.
O ex-presidente do TST também mencionou a necessidade de adaptação do Judiciário às mudanças nas relações de trabalho, como terceirização e novos modelos de contratação.
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