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FAB precisou de verba de última hora para manter programas militares

FAB precisou de verba de última hora para manter programas militares

Lei sancionada no fim de 2025 permitiu excluir até R$ 5 bilhões por ano do teto

Por: Redação

02/03/2026 às 08:13

Imagem de FAB precisou de verba de última hora para manter programas militares

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Força Aérea Brasileira (FAB) só conseguiu manter em funcionamento seus principais programas estratégicos em 2025 após a retirada dessas despesas das regras fiscais usuais. Documento interno aponta que, sem a adoção de regime excepcional autorizado no fim do ano, contratos essenciais da Aeronáutica poderiam ter sido interrompidos.

A mudança ocorreu depois da promulgação da Lei Complementar nº 221, em novembro de 2025, que autorizou o Poder Executivo a excluir da meta fiscal e do teto de gastos despesas com projetos estratégicos de defesa por até seis anos. O limite anual foi fixado no menor valor entre a dotação do PAC Defesa e R$ 5 bilhões. Para 2025, a exclusão pôde atingir até 60% desse teto, desde que os recursos fossem classificados como investimentos e priorizassem a Base Industrial de Defesa.

 

Orçamento insuficiente e atraso na liberação

Segundo relatório da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), o orçamento aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) ficou abaixo do necessário para cumprir todas as etapas contratuais previstas para 2025.

“O montante orçamentário inicialmente previsto na LOA, para o ano de 2025, ficou abaixo do planejamento necessário para o pagamento de todas as etapas contratuais dos projetos da COPAC”, registra o documento.

No início do ano, restrições fiscais e demora na liberação dos recursos comprometeram a execução regular dos projetos. Diante do cenário, foi necessário renegociar contratos e ajustar cronogramas para adequar compromissos à disponibilidade financeira.

 

Programas estratégicos afetados

Com a nova regra, ficaram fora das limitações fiscais os recursos destinados aos programas:

  • KC-390;
  • FX-2 (caças Gripen);
  • HX-BR (helicópteros de médio porte);
  • TH-X (helicópteros de instrução).

Ainda assim, a liberação efetiva das verbas ocorreu apenas na segunda quinzena de dezembro de 2025, praticamente no encerramento do exercício fiscal. O repasse tardio permitiu quitar etapas pendentes e evitar a interrupção dos projetos — incluindo o recebimento da última aeronave prevista no contrato do programa HX-BR.

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