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Fachin diz que investigações sobre caso Banco Master no STF não serão abafadas

Fachin diz que investigações sobre caso Banco Master no STF não serão abafadas

Presidente do Supremo afirma que está “atento aos fatos” e promete transparência em apurações que envolvem ministros da Corte

Por: Redação

09/03/2026 às 22:21

Imagem de Fachin diz que investigações sobre caso Banco Master no STF não serão abafadas

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (9) que as investigações relacionadas ao caso Banco Master serão conduzidas com transparência e que nenhum fato relevante será ignorado pela Corte.

A declaração foi feita durante uma reunião fechada com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional e de diversas seccionais estaduais, realizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O encontro abordou três temas centrais: as denúncias envolvendo ministros do STF no caso Banco Master, a situação do inquérito das fake news e demandas da advocacia relacionadas às sustentações orais nos julgamentos.

Durante a reunião, Fachin afirmou que acompanha de perto os desdobramentos do caso que envolve o Banco Master e garantiu que qualquer irregularidade será devidamente analisada.

Segundo relatos de participantes do encontro, o ministro afirmou estar “atento aos fatos” e declarou que “nada ficará sob o tapete” no âmbito das investigações.

O caso Banco Master tem gerado forte repercussão política e jurídica, após a revelação de possíveis vínculos entre integrantes do Judiciário e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de irregularidades financeiras.

 

Inquérito das fake news

Outro ponto discutido no encontro foi o chamado inquérito das fake news, aberto em 2019 por iniciativa do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e atualmente conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Fachin comentou que o procedimento já dura sete anos e sinalizou incômodo com a longa duração da investigação. Segundo ele, processos dessa natureza precisam ter limites claros.

“O inquérito tem sete anos. Tudo precisa ter começo, meio e fim”, afirmou.

A discussão ocorre após a OAB protocolar, no último dia 23 de fevereiro, um pedido formal ao STF solicitando o encerramento da investigação. No documento enviado à Corte, a entidade manifestou “extrema preocupação institucional” com a duração prolongada do procedimento.

Para a OAB, o inquérito foi instaurado em um contexto excepcional e, justamente por isso, sua continuidade deve respeitar limites constitucionais e critérios rigorosos de excepcionalidade.

A entidade também solicitou que não sejam abertos novos procedimentos com características semelhantes, defendendo maior segurança jurídica e previsibilidade na atuação das investigações conduzidas pelo Supremo.

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