Fachin sinaliza apoio a Mendonça na condução do caso Banco Master no STF
Presidente da Corte busca fortalecer relatoria do ministro em meio a tensão interna provocada pelas investigações
Por: Redação
10/03/2026 às 13:14

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, demonstrou apoio à condução do ministro André Mendonça no caso que envolve o Banco Master. O gesto ocorreu durante uma reunião reservada realizada na noite de segunda-feira (10).
Segundo interlocutores da presidência do tribunal, a iniciativa teve como objetivo reforçar o respaldo institucional ao trabalho de Mendonça, que atualmente é o relator das investigações relacionadas ao banco no Supremo.
Nos bastidores, integrantes da Corte afirmam que Fachin também avalia a possibilidade de ampliar a estrutura de apoio ao gabinete do relator, incluindo a disponibilização de mais servidores caso o volume de trabalho do processo exija.
A relatoria do caso tem gerado debates dentro do próprio tribunal. O vazamento de mensagens privadas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua ex-namorada levou parte dos ministros a questionar a condução das investigações.
Outra ala da Corte, porém, tem manifestado apoio à atuação de Mendonça. Esse grupo é liderado por Fachin e conta com ministros como Luiz Fux e Cármen Lúcia.
A expectativa entre esses magistrados é que a condução do caso pelo atual relator ajude a reduzir o desgaste institucional provocado pelas revelações envolvendo o Banco Master. O episódio também reforçou discussões internas sobre a criação de um código de ética para o Supremo — proposta defendida por Fachin.
As investigações elevaram o nível de tensão dentro do STF, principalmente após a divulgação de informações sobre relações mantidas por Daniel Vorcaro com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Outro ponto que gerou incômodo entre os ministros foi a atuação da Polícia Federal nas apurações. Um relatório produzido pelos investigadores, com mais de 200 páginas e contendo referências a Toffoli, causou desconforto entre integrantes da Corte.
Segundo ministros do STF, o documento foi interpretado como uma tentativa de investigar um magistrado do Supremo sem autorização judicial formal, o que, para parte da Corte, representaria um problema institucional.
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