A família de Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, voltou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso ao inquérito da Polícia Federal que apura sua morte ocorrida em Belo Horizonte.
O pedido foi reiterado após a conclusão das investigações, entregues à Corte. Segundo o advogado Vicente Salgueiro, os familiares tiveram conhecimento dos desdobramentos apenas por meio da imprensa e defendem que, com o encerramento do inquérito, não há mais justificativa para restrição de acesso aos autos.
De acordo com a Polícia Federal, Mourão tentou suicídio sozinho na cela onde estava detido, na sede da corporação na capital mineira, em 4 de março. Ele foi socorrido e teve morte cerebral confirmada dois dias depois, no Hospital João XXIII.
A investigação concluiu que não houve participação de terceiros no episódio. Para chegar a esse entendimento, os investigadores analisaram imagens da cela, ouviram testemunhas e avaliaram pessoas próximas ao detento.
O caso ganhou repercussão por envolver um dos personagens citados nas apurações relacionadas ao Banco Master. Mourão era apontado como integrante de um grupo informal conhecido como “A Turma”, que, segundo a PF, atuaria no monitoramento e pressão de pessoas consideradas adversárias do empresário Daniel Vorcaro.
As investigações indicam que ele teria papel de coordenação nessas atividades, incluindo ações de vigilância e coleta de informações. O nome de Mourão também aparece em diferentes inquéritos, segundo as autoridades.
A morte sob custódia da Polícia Federal levantou questionamentos e alimentou especulações, que foram descartadas pela conclusão oficial do inquérito. Agora, a defesa busca acesso integral ao material para análise independente do caso.