Fiep desafia governo Lula e apoia Congresso em embate sobre aumento do IOF
Federação critica medida do Executivo e pede ao STF para atuar como amicus curiae em ação do PSOL
Por: Redação
01/07/2025 às 10:48

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzembom/Agência Brasil
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar como amicus curiae na ação movida pelo PSOL contra a decisão do Congresso Nacional que derrubou o decreto do governo federal que aumentaria as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A entidade industrial se posiciona a favor do Legislativo e questiona o que chama de “excesso regulatório” por parte do Executivo.
Na petição ao STF, a Fiep argumenta que os decretos assinados pelo presidente Lula foram editados com fins puramente arrecadatórios, sem respaldo técnico e em desrespeito a princípios constitucionais como legalidade, anterioridade e previsibilidade. “O Executivo não pode legislar com o único propósito de aumentar a carga tributária”, afirma Edson Vasconcelos, presidente da entidade.
Segundo Vasconcelos, o IOF atinge não apenas as classes mais altas, como a narrativa do governo sugere, mas impacta toda a cadeia produtiva, até o consumidor final. “Essa retórica de justiça tributária não se sustenta. O Brasil chegou ao ápice da carga tributária total”, criticou em entrevista à Gazeta do Povo.
A Fiep também rechaça o argumento do Planalto de que a derrubada do decreto comprometeria recursos para saúde e educação. Para a entidade, a arrecadação recorde de R$ 230 bilhões em maio desmonta essa justificativa.
O governo Lula, por sua vez, avalia se também recorrerá ao STF para tentar restabelecer o aumento do imposto. Enquanto isso, o relator do caso no Supremo será o ministro Alexandre de Moraes. Apesar de reconhecer o histórico político do magistrado em outros casos, Vasconcelos disse acreditar em uma análise técnica neste julgamento.
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