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Fim da escala 6×1: Comissão da PEC discute transição e registra divergências sobre atuação de Boulos
Fim da escala 6×1: Comissão da PEC discute transição e registra divergências sobre atuação de Boulos
Parlamentares defendem consenso sobre redução da jornada de trabalho, enquanto ministro da Secretaria-Geral da Presidência sustenta adoção imediata das mudanças
Por: Redação
21/05/2026 às 07:28

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Deputados da comissão especial da Câmara que analisa a PEC do fim da escala 6×1 discutem os termos da transição para a redução da jornada semanal de trabalho e avaliam diferentes estratégias de condução política do tema dentro do governo. Entre integrantes do colegiado, há críticas à postura do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, especialmente em relação ao ritmo defendido para implementação das mudanças.
Segundo parlamentares da comissão, Boulos tem mantido posição firme em defesa do encerramento da escala 6×1 e da redução imediata da jornada semanal, sem período prolongado de adaptação. O ministro tem defendido publicamente que a mudança ocorra de forma imediata, reduzindo a carga horária das atuais 44 para 40 horas semanais.
Parte dos deputados considera legítima a defesa enfática da pauta pelo ministro, diante do potencial impacto político e social do tema. No entanto, integrantes do colegiado afirmam que o debate exige construção de consenso para evitar resistência durante a tramitação da proposta.
Atualmente, a alternativa que reúne maior aceitação dentro da comissão prevê a adoção imediata da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso semanal, acompanhada de uma redução inicial de uma hora na jornada. O restante da transição ocorreria ao longo de três anos, até atingir o limite de 40 horas semanais.
Parlamentares envolvidos nas negociações também apontam que o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tem adotado uma interlocução considerada mais conciliadora nas discussões sobre a PEC, com foco na construção de acordo entre diferentes setores.
Aliados de Boulos, por sua vez, afirmam que as críticas fazem parte do ambiente político que envolve a proposta e sustentam que o ministro defende a necessidade de um debate amplo no Congresso. Interlocutores do chefe da Secretaria-Geral argumentam ainda que o fim da escala 6×1 é uma pauta defendida por ele há anos e que uma transição muito extensa poderia comprometer os objetivos da mudança.
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